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Leitura e Espiritualidade



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Benefícios do perdão

Esforço e oração

“E, despedida a multidão, subiu ao monte a fim de orar,
à parte. E, chegada já a tarde, estava ali só.”

(Mateus, 14: 23)

De vez em quando, surgem grupos religiosos que preconizam o absoluto retiro das lutas humanas para os serviços da oração.

Nesse particular, entretanto, o Mestre é sempre a fonte dos ensinamentos vivos. O trabalho e a prece são duas características de sua atividade divina.

Jesus nunca se encerrou a distância das criaturas, com o fim de permanecer em contemplação absoluta dos quadros divinos que lhe iluminavam o coração, mas também cultivou a prece em sua altura celestial.

Despedida a multidão, terminado o esforço diário, estabelecia a pausa necessária para meditar, à parte, comungando com o Pai, na oração solitária e sublime.

Se alguém permanece na Terra, é com o objetivo de alcançar um ponto mais alto, nas expressões evolutivas, pelo trabalho que foi convocado a fazer. E, pela oração, o homem recebe de Deus o auxílio indispensável à santificação da tarefa.

Esforço e prece completam-se no todo da atividade espiritual.

A criatura que apenas trabalhasse, sem método e sem descanso, acabaria desesperada, em horrível secura do coração; aquela que apenas se mantivesse genuflexa, estaria ameaçada de sucumbir pela paralisia e ociosidade.

A oração ilumina o trabalho, e a ação é como um livro de luz na vida espiritualizada.

Cuida de teus deveres porque para isso permaneces no mundo, mas nunca te esqueças desse monte, localizado em teus sentimentos mais nobres, a fim de orares “à parte”, recordando o Senhor.

Do livro Caminho, verdade e vida – Emmanuel psicografia de Francisco Candido Xavier

* * *

Benefícios do perdão

Se deixamos a mágoa entrar em nossos corações pelas portas da frente, a felicidade sai pelas portas dos fundos!

Perdoar sempre é prova de sabedoria. É uma atitude nobre e ao mesmo tempo profilática, pois, ao perdoar aqueles que erroneamente denominamos nossos inimigos, estamos nos poupando de sérias complicações de saúde e, ao mesmo tempo, consolidando a alegria de viver em paz com a vida e com todos à nossa volta.

Automaticamente, com essa atitude, tornamo-nos mais simpáticos, mais alegres e mais otimistas, aptos a desfrutarmos do sucesso em todas as nossas manifestações.

Quando adotamos o perdão em nossos corações, estamos nos desvinculando da faixa vibratória por onde transitam as emanações mentais de inteligências voltadas para o mal; consequentemente, adquirimos a paz. Este é o primeiro de uma série de benefícios que a atitude do perdão nos proporciona.

Alcançamos a paz porque nos desassociamos dos pensamentos de mágoa e de rancor, impedindo que os dardos mentais envenenados, daqueles que nos magoaram, continuem nos atingindo. Com essa atitude, criamos um mundo novo dentro de nós, onde o nosso coração se transforma no guardião dos nossos pensamentos, ampliando a nossa felicidade.

Quem pensa bem e age bem, vive bem!

Se vivemos constantemente apontando as escabrosidades do mundo, sem procurar compreendê-las, estaremos nos associando mentalmente aos acontecimentos infelizes e, amanhã, poderemos nos tornar suas vítimas.

Nós somos o que pensamos e irradiamos à nossa volta exatamente o que sentimos. Todos os que se aproximam de nós são envolvidos por essa energia que emana dos nossos sentimentos e, com certeza, através dela, atrairemos para o nosso convívio todos aqueles cujos pensamentos se associam aos nossos, ou seja, os nossos afins, os que pensam e sentem como nós, encarnados e desencarnados. Então eu direi: “Diga-me o que pensas e sentes e eu te direi com quem andas!”

Aprimorar nossas atitudes, nossos pensamentos e sentimentos é uma maneira inteligente e de certa forma científica de nos libertarmos do ciclo vicioso do sofrimento. Felizes são aqueles que já acordaram e estão em luta constante em busca desse aprimoramento! Estes já estão a caminho da verdadeira felicidade. Ao passo que, aqueles que ainda se vinculam ao sentimento de mágoa e de ódio, caminham para sofrimentos e provações morais que, mais tarde, refletir-se-ão no corpo físico, provocando sérios danos à saúde.

Mesmo quando somos caluniados e feridos injustamente, é de bom alvitre optarmos pelo perdão. Entretanto, perdoar não significa conviver ou acarinhar aqueles que se fizeram nossos adversários; é uma postura íntima que devemos assumir compreendendo a ignorância daqueles que ainda não alcançaram o grau da nossa compreensão. É como perdoar as crianças pelas suas traquinagens próprias da infância.

Encontraremos forças para assumir essa atitude na sábia rogativa do Mestre, proferida nos momentos finais do seu sacrifício: “Pai, perdoai-os; eles não sabem o que fazem.”

Realmente, aqueles que toma atitudes contrárias à felicidade de alguém, por inveja ou por ciúmes, ou por qualquer outro motivo, é vítima da própria ignorância; não sabem que, com esse comportamento, semeiam a própria infelicidade. Só se tornarão suas vítimas, aqueles que vibram na mesma faixa de ignorância.

Jamais devemos julgar ou condenar quem quer que seja. Talvez os erros que apontamos no nosso próximo sejam aqueles que mais praticamos no passado. Hoje entendemos por que Jesus desafiou a turba sequiosa pela condenação, afirmando: “Atire a primeira pedra quem não tiver pecado.”

As pessoas habituadas ao perdão sofrem menos do que aqueles que ainda se deixam envolver pela idéia de que perdoar irrestritamente é abdicar dos próprios direitos supostamente conferidos pelas leis humanas. Com isso, arrastam-se durante uma vida duelando mentalmente ou juridicamente em uma luta inglória que culminará somente com perdedores perante as leis naturais da vida.

Do livro Perdão o caminho da felicidade de Nelson Moraes orientado pelo espírito Aulus

Música: Memory – Instrumental

Bases e Insônia

Bases

“Disse-lhe Pedro: Nunca me lavarás os pés. Respondeu-lhe Jesus: Se eu não te lavar, não tens parte comigo.”

(João, 13:8)

É natural vejamos, antes de tudo, na resolução do Mestre, ao lavar os pés dos discípulos, uma demonstração sublime de humildade santificante.

Primeiramente, é justo examinarmos a interpretação intelectual, adiantando, porém, a análise mais profunda de seus atos divinos. É que, pela mensagem permanente do Evangelho, o Cristo continua lavando os pés de todos os seguidores sinceros de sua doutrina de amor e perdão.

O homem costuma viver desinteressado de todas as suas obrigações superiores, muitas vezes aplaudindo o crime e a inconsciência. Todavia, ao contacto de Jesus e de seus ensinamentos sublimes, sente que pisará sobre novas bases, enquanto que suas apreciações fundamentais da existência são muito diversas.

Alguém proporciona leveza aos seus pés espirituais para que marche de modo diferente nas sendas evolutivas.

Tudo se renova e a criatura compreende que não fora essa intervenção maravilhosa e não poderia participar do banquete da vida real.

Então, como o apóstolo de Cafarnaum, experimenta novas responsabilidades no caminho e, desejando corresponder à expectativa divina, roga a Jesus lhe lave, não somente os pés, mas também as mãos e a cabeça.

Do livro Caminho, verdade e vida – Emmanuel psicografia de Francisco Candido Xavier

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Insônia

Pensar é bom, pensar demais é um problema. Muitos médicos, advogados e professores gastam energia excessiva pensando. Gastam tanta energia que, ainda que consigam dormir, o sono que possuem não é suficiente. Há pessoas que, devido à vida agitada e estressante que levam, precisam, não de oito horas bem dormidas, mas de nove ou dez.

Se um sono razoável pode ser insuficiente, imagine a debilidade física e mental que um sono ruim pode causar. As doenças psíquicas são desencadeadas e expandidas quando a insônia golpeia a personalidade. As crises depressivas e ansiosas são normalmente precedidas e perpetuadas pela insônia.

Em alguns casos, a depressão se apresenta com excesso de sono. Nesse caso, o excesso de sono pode ser tanto uma fuga dos estímulos estressantes diários como uma tentativa desesperadora do cérebro de repor a energia gasta pela hiperprodução de pensamentos negativos.

Dependendo da qualidade do seu sono, você será uma pessoa agradável, tolerável ou insuportável. Se você anda explosivo ou impulsivo, reflita sobre a qualidade do seu sono. As pessoas insones irritam-se até com a sua sombra. Não suportam as tolices dos outros, falhas ou erros repetidos.

Se a falta de um sono restaurador abala a inteligência e a serenidade dos adultos, imagine o que pode causar nos jovens. A juventude mundial tem dormido pouco e mal. Isso é muito grave.

Os jovens que ficam até de madrugada na Internet poderão pagar caro a conta psíquica. Poderão se tornar inseguros, ansiosos, mal humorados, sem metas, sem garra. Navegue na Internet, mas não afunde. Administre seu tempo.

Há pessoas que dormem pouco e se recuperam facilmente. O privilégio que possuem pode se transformar em desvantagem no futuro se elas não treinarem dormir o suficiente. Embora cada pessoa tenha uma necessidade, devido à agitação do mundo moderno, nós preconizamos que se durma oito horas diárias. Nos finais de semana, deveríamos dormir uma ou duas horas a mais. Repito, o sono é o reator da vida.

Faça exercícios físicos diários ou três vezes por semana durante pelo menos meia hora. Os exercícios, além do bem físico, liberam a endorfina, que é um calmante natural que relaxa e promove o sono.

Evite comer antes de dormir. O metabolismo em ação pode dificultar o sono. Leia um bom livro antes de ir para a cama. A leitura desacelera o pensamento, aquieta as águas da emoção e induz o sono.

Se tiver insônia, relaxe e pense em imagens ou situações tranquilas. Não pense naquilo que o perturba. Faça isso durante alguns minutos. Se não conseguir dormir, saia da cama. A insônia rebelde é alimentada quando ficamos na cama. Volte a ler um livro ou faça uma tarefa suave. Espere o sono chegar.

Se tiver insônia total por um ou dois dias é bom procurar um médico. Se for necessário, seu médico indicará um tranquilizante ou indutor do sono por tempo determinado. Não se esqueça que dormir um bom sono é ter uma caso de amor com você.

Não leve seus inimigos e problemas para a sua cama!

Um dos maiores crimes que uma pessoa pode cometer contra ela mesma é levar seus problemas para sua cama. Há pessoas que dormem e acordam pensando em problemas. Você deve educar sua emoção e seus pensamentos para resistir a essa invasão em seu sono. Não traia sua paz.

A vida é uma batalha e a cama é o único lugar onde deve reinar a trégua absoluta. O sono é o único lugar em que deve haver paz incondicional, mesmo que o mundo esteja desabando.

Muitos têm pesadelos ou uma produção de imagens e pensamentos agitados durante o sono porque não conseguem aquietar-se e soltar-se. O dia-a-dia é tão atribulado que uma guerra se instala em um espaço que deveria ser um sagrado leito de paz.

Algumas pessoas têm atritos ou decepções com os outros com facilidade. Pensam demais em todas as injustiças que lhes fizeram. Repetem e remoem as cenas que as feriram. Imaginam respostas que deveriam ter dado e não deram. Assim, levam seus inimigos para debaixo do lençol, e, pior ainda, para o teatro da sua mente. Vivem um teatro de terror.

Fica mais barato não esperar muito das pessoas e perdoar-lhes, mesmo que elas não mereçam. Faça isso por você. Os inimigos que não perdoamos dormirão em nossa cama e perturbarão o nosso sono…

Do livro 12 Semanas para mudar uma vida – Augusto Cury (Capítulo: Ter um sono restaurador)

Música: Grandioso és Tu panflute

Trabalho e A ingratidão

Trabalho

“E Jesus lhes respondeu: Meu Pai obra até agora, e eu trabalho também.”

(João, 5: 17)

Em todos os recantos, observamos criaturas queixosas e insatisfeitas. Quase todas pedem socorro. Raras amam o esforço que lhes foi conferido. A maioria revolta-se contra o gênero de seu trabalho.

Os que varrem as ruas querem ser comerciantes; os trabalhadores do campo prefeririam a existência na cidade.

O problema, contudo, não é de gênero de tarefa, mas o de compreensão da oportunidade recebida.

De modo geral, as queixas, nesse sentido, são filhas da preguiça inconsciente. É o desejo ingênito de conservar o que é inútil e ruinoso, das quedas no pretérito obscuro.

Mas Jesus veio arrancar-nos da “morte no erro”. Trouxe-nos a bênção do trabalho, que é o movimento incessante da vida.

Para que saibamos honrar nosso esforço, referiu-se ao Pai que não cessa de servir em sua obra eterna de amor e sabedoria e à sua tarefa própria, cheia de imperecível dedicação à Humanidade.

Quando te sentires cansado, lembra-te de que Jesus está trabalhando. Começamos ontem nosso humilde labor e o Mestre se esforça por nós, desde quando?

Caminho, verdade e vida – Emmanuel psicografia de Francisco Candido Xavier

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A ingratidão

O homem necessita do próximo desde que vê a luz do mundo até o derradeiro instante de sua existência.

Ao nascer, se fosse abandonado, sucumbiria.

Para fazer-se adulto, física, mental e espiritualmente, precisa também do concurso de outrem, pois, sozinho, jamais poderia desenvolver suas qualidades.

Até para sentir-se feliz é lhe indispensável a companhia de alguém, porquanto ninguém se basta a si mesmo.

Apesar disso, raros os que já aprenderam a ser gratos àqueles que, de uma forma ou de outra, os ajudam a realizar-se.

Quase todos, não nos apercebemos do quanto devemos aos outros, capitulando como simples obrigação aquilo que fazem por nós.

Via de regra, se uma pessoa se recusa a prestar-nos um favor, guardamos dela fundo ressentimento por longo tempo; com que facilidade, entretanto, esquecemos os benefícios recebidos!

Quem é, por exemplo, que se lembra de uma gentileza a seus antigos mestres, essas criaturas abnegadas que se desgastam e envelhecem prematuramente no árduo mister de instruir-nos, educar-nos e preparar-nos para a vida? Muitos há que nem sequer os cumprimentam quando com eles cruzam pela rua, nem se dignam fazer-lhes uma visita, sabendo-os enfermos.

Quem é que, embora se havendo aproveitado ao máximo da sociedade, participando dos frutos da obra comum, reconhece ser um dever de gratidão cooperar com ela? Cada qual, ao invés disso, só cuida de aumentar a fortuna e o prestígio pessoais, alheando-se, por completo, dos problemas da comunidade em que se criou ou à qual tudo deve.

Toda e qualquer ingratidão é execrável, mas a que mais repugna é a dos filhos para com os genitores.

Quê de sacrifícios não se impõe os pais, principalmente as mães, por aqueles que Deus há confiado à ternura de seus corações!

Quantas noites passam em claro, junto ao berço de cada um, toda vez que a doença ameace arrebatá-los ao aconchego de seus braços!

Mesmo depois que se tornam jovens e fortes, quantas horas de apreensão e de angústia continuam sofrendo, por causa de suas noitadas alegres fora de casa!

Quantas canseiras suportam a fim de que nada a fim de que nada lhes falte, e quantas diligências empreendem para suavizar-lhes a aspereza dos caminhos por onde hão de passar!

E como correspondem os filhos a esses cuidados, a essa solicitude, a esses transbordamentos de amor?

Uns, cujos estudos só foram possíveis graças aos suor e ao meio jejum dos pais, escolhem para paraninfar-lhes a formatura o namorado ou a namorada, porque sentem vergonha da simplicidade deles.

Outros, bafejados pela prosperidade, progridem, enriquecem, e, não obstante, deixam de estender aos autores de seus dias o conforto de que desfrutam, o que, em última análise, representaria apenas os juros de uma dívida sagrada.

Alguns, mal se julgam “gente grande”, abandonam o lar, vão para terras distantes e nunca mais aparecem, nem mesmo para saberem se “os velhos” ainda existem.

Não poucos, acolhem-nos em sua companhia, mas à conta de serviçais, colocando sobre seus ombros alquebrados todo o peso dos afazeres domésticos.

Há ainda os que crêem estar sendo muito generosos só porque lhes fornece um prato de comida ou lhes concede um cômodo nos fundos de sua vivenda, assim como quem atira uma esmola, sem uma palavra de consolo, sem um gesto de carinho.

E, o que é mais hediondo, há até quem os interne em asilos ou hospitais, por não lhes tolerarem a caduquice e os achaques da decrepitude.

Ai desses ingratos!

Às vezes, já aqui mesmo receberão dos filhos aquilo que exemplificaram, sem prejuízo do abandono que os aguarda, no Além.

Do livro Páginas de Espiritismo Cristão de Rodolfo Calligaris
Música: Enya – Watermark

Examina-te e Rigidez

Examina-te


“Nada faças por contenda ou por vanglória, mas por humildade.”

(Filipenses 2:3)


O serviço de Jesus é infinito. Na sua órbita, há lugar para todas as criaturas e para todas as idéias sadias em sua expressão substancial.

Se, na ordem divina, cada árvore produz segundo a sua espécie, no trabalho cristão, cada discípulo contribuirá conforme sua posição evolutiva.

A experiência humana não é uma estação de prazer. O homem permanece em função de aprendizado e, nessa tarefa, é razoável que saiba valorizar a oportunidade de aprender, facilitando o mesmo ensejo aos semelhantes.

O apóstolo Paulo compreendeu essa verdade, afirmando que nada deveremos fazer por espírito de contenda e vanglória, mas, sim, por ato de humildade.

Quando praticares alguma ação que ultrapasse o quadro das obrigações diárias, examina os móveis que a determinaram. Se resultou do desejo injusto de supremacia, se obedeceu somente à disputa desnecessária, cuida de teu coração para que o caminho te seja menos ingrato. Mas se atendeste ao dever, ainda que hajas sido interpretado como rigorista e exigente, incompreensivo e infiel, recebe as observações indébitas e passa adiante.

Continua trabalhando em teu ministério, recordando que, por servir aos outros, com humildade, sem contendas e vanglórias, Jesus foi tido por imprudente e rebelde, traidor da lei e inimigo do povo, recebendo com a cruz a coroa gloriosa.

Do livro Caminho, verdade e vida do Emmanuel psicografia de Francisco Candido Xavier

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Rigidez

O excesso de rigidez e severidade faz com que criemos um padrão mental que influenciará os outros para que nos tratem da mesma forma como o tratamos.

Teimosia é uma forma de rigidez da personalidade. É um apego obstinado às próprias idéias e gostos, nunca admitindo insuficiências e erros.

Conviver com criaturas que estão sempre com a razão, que acreditam que nasceram para ensinar ou salvar todo mundo e que jamais transgridem a nada, é viver relacionamentos desgastantes e insatisfatórios.

Quase sempre, fugimos desses indivíduos dogmáticos, incapazes de aceitar e considerar um ponto de vista diferente do seu. Nesses relacionamentos, ficamos confinados à representação de papéis instrutor-aprendiz, orientador-orientado, mentor-pupilo. Somente escutamos, nunca podemos expressar nossa opinião sobre os eventos e as experiências que compartilhamos.

As pessoas teimosas vão ao excesso do desrespeito, por não darem o devido espaço para as diferenças pessoais que existem nos amigos e familiares.

“…pelos vossos excessos, chegais à saciedade e vos punis a vós mesmos”

Os limites traçados pela natureza nos ensinam onde e quando devemos parar, bem como por onde e quando devemos seguir. A natureza respeita nossos dons próprios, ou seja, nossa individualidade. Assim, devemos também aceitar e respeitar nosso jeito exclusivo de ser, bem como a de todos aqueles com quem compartilhamos a existência terrena.

O excesso de rigidez e severidade faz com que criemos um padrão mental que influenciará os outros para que nos tratem da mesma forma como os tratamos. poderemos ainda, no futuro, provocar em nós um sentimento de autopunição, pois estaremos usando para conosco o mesmo tratamento de austeridade e dureza. O arrependimento se associa à culpa, nascendo daí uma vontade de nos redimir pelos excessos cometidos, o que acarreta uma necessidade de expiação – o indivíduo se compraz com o próprio sofrimento.

Nossos limites se expressam de maneira específica e ninguém pode exigir igualdade de pensamento e ação de outro ser humano. Respeitando nossa singularidade, aprenderemos a respeitar a singularidade dos outros e sempre cairemos no excesso, quando não aceitarmos nosso ritmo de crescimento, bem como o do próximo.

Segundo Alfred Adler, a “compensação” é um dos métodos de defesa do ego e consiste num fenômeno psicológico que busca contrabalançar e dissimular nossas tendências inconscientes por nós consideradas reprováveis e que tentam vir à nossa consciência.

Os excessos de todo gênero funcionam, na maioria das vezes, como disfarce psicológico para compensar nossas tendências interiores. Exageramos posturas e inclinações na tentativa de simular um caráter oposto.

Atitudes exageradas de um indivíduo significam, quase sempre, o contrário do que ele declara.
Excesso de pudor - compensação de desejos sexuais normais reprimidos.
Excesso de afabilidade - compensação de agressividade mal elaborada.
Excesso de alimentação - compensação de insegurança ou necessidade de proteção.
Excesso de religião - compensação de dúvidas desmoralizadoras existentes na inconsciência.
Excesso de dominação - compensação de fragilidade e desamparo interior.

Atrás de todo excesso ou rigidez se encontra a não aceitação da naturalidade da vida, fora e dentro de nós mesmos.

Os erros são quase que inevitáveis para quem quer avançar e crescer. São acidentes de percurso, contingências do processo evolutivo que todos estamos destinados a vivenciar.

Quando agimos erroneamente é porque não sabemos como fazer melhor. Ninguém, de forma deliberada, tem o desejo de ser infeliz; portanto, ninguém escolhe o pior. Os feitos e as atitudes peculiares de cada criatura estão intimamente ligados a seu desenvolvimento físico, mental, social e moral Nossa maturidade espiritual é adquirida através das experiências evolutivas no decorrer de todos os tempos, seja na atualidade, seja no pretérito distante.

Tudo o que fazemos está relacionado com nossa idade astral. Inquestionavelmente, fazemos agora o que de melhor poderíamos fazer, porque estamos agindo e pensando conforme nossas convicções interiores; aliás, ela (a idade astral) é gradativa pois está vinculada às nossas percepções evolutivas.

As criaturas que agem com austeridade em determinada circunstância acreditam que aquela é a melhor opção a tomar. Porém, quando o amadurecimento conduzi-las a ter uma melhor noção a respeito dos relacionamentos humanos, elas assimilarão novas maneiras de se comportar e passarão a agir de forma coerente com seu novo entendimento. A concepção de bem se amplia de acordo com nosso desenvolvimento espiritual.

A proposta cristã “pagar o mal com o bem” sugere: castigar por castigar não transforma a criatura para o bem, mas somente o amor é capaz de sublimar e educar as almas.

A pena de morte é uma rigidez dos costumes humanos. Propõe matar o corpo físico como punição pelas faltas cometidas, com o esquecimento, porém, de que somente transfere a problemática para outras faixas da vida e cria revolta e desarmonia no ser em correção.

A dor apenas terá função dentro dos imperativos da vida enquanto os homens não aceitarem que somente o amor muda e renova as criaturas.

O projeto da Vida Maior é conscientizar-nos, não sentenciar.

Nosso planeta está repleto de criaturas intelectualizadas e influentes, mas nem por isso sábias e habilitadas para todas as coisas. Por mais inteligente que seja o ser humano, sempre haverá um universo de coisas que ele desconhece.

Muitas pessoas matam, roubam e mentem sem vacilação alguma, mas será que sabem perfeitamente que isso não é certo?

Estar no intelecto não é a mesma coisa que estar na profundeza da alma. Ter informações e receber orientações não é a mesma coisa que integralizar o ensinamento, ou mesmo, saber por inteiro.

“… O homem julga necessária uma coisa, sempre que não descobre outra melhor. À proporção que se instrui, vai compreendendo melhormente o que é justo e o que é injusto e repudia os excessos cometidos, nos tempos de ignorância, em nome da justiça.”

Os erros são quase que inevitáveis para quem quer avançar e crescer. São acidentes de percurso, contingências do processo evolutivo que todos estamos destinados a vivenciar.

Em vez de repelirmos nossos erros, deveríamos analisá-los atentamente como se fossem verdadeiros objetos de arte, evitando, assim futuros comprometimentos.

Deus permite que o erro integre o nosso caminho. Aliás, ele faz parte das nossas condições evolutivas, para que possamos aprender e assimilar as experiências da vida. Os erros são ocorrências consideradas admissíveis pela legislação do Criador.

Deus não condena ou castiga ninguém, mas o oposto: instituiu leis harmoniosas e justas que nos conduzirão fatalmente à felicidade plena, apesar de nossas faltas e desacertos.

Por que então usar de rigidez perante os acontecimentos da vida?

Do livro As dores da alma – Hammed psicografia de Francisco do Espírito Santo Neto
Música: Yanni – Almost A Whisper

Segue-me tu

“Disse-lhe Jesus: Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti? Segue-me tu.”

(João, 21: 22)

Nas comunidades de trabalho cristão, muitas vezes observamos companheiros altamente preocupados com a tarefa conferida a outros irmãos de luta. É justo examinar, entretanto, como se elevaria o mundo se cada homem cuidasse de sua parte, nos deveres comuns, com perfeição e sinceridade.

Algum de nossos amigos foi convocado para obrigações diferentes? Confortemo-lo com a legítima compreensão.

Às vezes, surge um deles, modificado ao nosso olhar. Há cooperadores que o acusam. Muitos o consideram portador de perigosas tentações. Movimentam-se comentários e julgamentos à pressa. Quem penetrará, porém, o campo das causas? Estaríamos na elevada condição daquele que pode analisar um acontecimento, através de todos os ângulos? Talvez o que pareça queda ou defecção pode constituir novas resoluções de Jesus, relativamente à redenção do amigo que parece agora distante.

O Bom Pastor permanece vigilante. Prometeu que das ovelhas que o Pai lhe confiou nenhuma se perderá.

Convém, desse modo, atendermos com perfeição aos deveres que nos foram deferidos. Cada qual necessita conhecer as obrigações que lhe são próprias.

Nesse padrão de conhecimento e atitude, há sempre muito trabalho nobre a realizar.

Se um irmão parece desviado aos teus olhos mortais, faze o possível por ouvir as palavras de Jesus ao pescador de Cafarnaum: “Que te importa a ti? Segue-me tu.”

Do livro Caminho, verdade e vida – Emmanuel com a psicografia de Francisco Cândido Xavier

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Roteiro para o processo autotransformador

Somente se conhecer não basta, é necessário um intenso labor de autoaceitação para não cairmos nas garras de perigosas ameaças nessa “viagem de retorno a Deus”, cujas mais conhecidas são a culpa, a autopunição e a baixa autoestima, às quais estabelecem o clima psicológico do martírio. É preciso uma ética que assegure à transformação pessoal um resultado libertador de saúde e harmonia interior. Tomar posse da verdade sobre si mesmo é um ato muito doloroso para a maioria das criaturas.

À guisa de sugestões maleáveis, consideremos alguns comportamentos que serão efetivos roteiros de combate, vigília e treinamento para instauração das linhas éticas no processo autotransformador:

Postura de aprendiz – Jamais perder o viçoso interesse em buscar o novo, o desconhecido. Sempre há algo para aprender e conceitos a reciclar. A postura de aprendiz se traduz no ato da curiosidade incessante, que brota da alma como sendo a sede de entender o universo e nossa parte na “dança dos ritmos cósmicos”. Romper com os preconceitos e fugir do estado doentio da autossuficiência.

Observação de si mesmo – É o estudo atento de nosso mundo subjetivo, o conhecimento das nossas emoções, o não julgamento e a autoavaliação constante. Tendemos a avaliar o próximo e esquecer do serviço que nos compete, no entanto, relembremos que perante a imortalidade só responderemos por nós, no que tange ao serviço de edificação dos princípios do bem na intimidade.

Renúncia – A mudança íntima exige uma seletividade social dos ambientes e costumes, em razão dos estímulos que produzem reflexo no mundo mental. No entanto, a renúncia deve ampliar-se também ao terreno das opiniões pessoais e valores institucionais, para os quais, frequentemente, o orgulho ilude.

Aceitação da sombra – Sem aceitação da nossa realidade presente, poderemos instaurar um regime de cobranças injustas e intermináveis conosco e posteriormente com os outros. A mudança para melhor não implica em destruir o que fomos, mas dar nova direção e maior aproveitamento a tudo que conquistamos, inclusive nossos erros.

Autoperdão – A aceitação, para ser plena, precisa do perdão. Recomeço é a palavra de ordem nos serviços de transformação pessoal. Sem ela o sofrimento e a flagelação poderão estipular provas dolorosas para a alma. É uma postura de perdão às faltas que cometemos, mas que gostaríamos de não cometer mais.

Cumplicidade com a decisão de crescer – O objetivo da renovação espiritual é gradativo e exige devoção. Não é serviço para fins de semana durante a nossa presença nas tarefas do bem, mas serviço continuado a cada instante da nossa vida, onde estivermos. Somente assumindo com muita seriedade esse desafio o levaremos avante. Imprescindível a atitude de comprometimento com a meta de crescimento que assumimos. Somos egressos de experiências frustradas no desafio do aperfeiçoamento pessoal, portanto, muito facilmente somos atraídos para ilusões variadas. Somente com severidade e muita disciplina construiremos o homem novo almejado.

Vigilância – É a atitude de cuidar da vida mental. Cultivar o hábito da higiene dos pensamentos, da meditação no conhecimento de si, da absorção de nutrição mental digna das boas leituras, conversas, diversões e ações sociais. Vigilância é a postura da mente alerta, ativa, sempre voltada a ideais enriquecedores.

Oração – É a terapia da mente. Sem oração dificilmente recolheremos os germens divinos do bem que constituem as correntes de Energia Superior da Vida. Através dela, igualmente, despertamos na intimidade forças nobres que se encontram adormecidas ou sufocadas pelos nossos descuidos de cada dia.

Trabalho – Os Sábios Guias da codificação asseveram que toda ocupação útil é trabalho. Dar utilidade a cada momento dos nossos dias é sublime investimento de segurança e defesa aos projetos de crescimento interior.

Tolerância – toda evolução é concretizada na tolerância. Deus é tolerância. Há tempo para tudo e tudo tem seu momento. Os objetivos da melhoria requerem essa complacência conosco para que haja mais resultados satisfatórios. Complacência não significa conivência ou conformismo, mas caridade com nossos esforços.

Amor incondicional – aprender o autoamor é o maior desafio de quem assume o compromisso da reforma íntima, porque a tendência humana é desgostar de sua história de evolução, quando toma consciência do ponto em que se encontra ante os Estatutos Universais da Lei Divina. Sem autoamor a reforma íntima reduz-se a “tortura íntima”. Aprender a gostar de si mesmo, independente do que fizemos no passado e do queremos ser no futuro, é estima a si próprio, um estado interior de júbilo com nosso retorno lento, porém gradativo, para a identificação plena com o Pai.

Socialização – se o interesse pessoal é o grande adversário de nosso progresso, então a ação em grupos de educação espiritual será excelente medicação contra o personalismo e a vaidade. Destaquemos assim o valor das tarefas doutrinárias regadas de afetividade e siso moral. São treinamentos na aquisição de novos impulsos.

Caridade – se socializar pode imprimir novos impulsos e reflexões no terreno da vida mental, a caridade é o “dínamo de sentimentos nobres” que secundarão o processo socializador, levando-o ao nível de abençoada escola do afeto e revitalização dos ensinamentos espíritas.

Conviveremos bem com os outros na proporção em que estivermos convivendo bem conosco mesmo. A adoção de uma ética de paz, no transcorrer da metamorfose de nós próprios, será medida salutar no alcance das metas que almejamos, ao tempo em que constituirá garantia de bem-estar e motivação para a continuidade do processo.

Do livro Reforma íntima sem martírio de Ermance Dufaux psicografia de Wanderley S. Oliveira pag. 44

Música: Koi de Kitaro

O tempo e Os ciclos da vida

O tempo

“Aquele que faz caso do dia, patrão Senhor o faz.”

(Romanos 14:6)

A maioria dos homens não percebe ainda os valores infinitos do tempo.

Existem efetivamente os que abusam dessa concessão divina. Julgam que a riqueza dos benefícios lhes é devida por Deus.

Seria justo, entretanto, interrogá-los quanto ao motivo de semelhante presunção.

Constituindo a Criação Universal patrimônio comum, é razoável que todos gozem as possibilidades da vida; contudo, de modo geral, a criatura não medita na harmonia das circunstâncias que se ajustam na Terra, em favor de seu aperfeiçoamento espiritual.

É lógico que todo homem conte com o tempo, mas, se esse tempo estiver sem luz, sem equilíbrio, sem saúde, sem trabalho?

Não obstante a oportunidade da indagação, importa considerar que muito raros são aqueles que valorizam o dia, multiplicando-se em toda parte as fileiras dos que procuram aniquilá-lo de qualquer forma.

A velha expressão popular “matar o tempo” reflete a inconsciência vulgar, nesse sentido.

Nos mais obscuros recantos da Terra, há criaturas exterminando possibilidades sagradas. No entanto, um dia de paz, harmonia e iluminação, é muito importante para o concurso humano, na execução das leis divinas.

Os interesses imediatistas do mundo clamam que o “tempo é dinheiro”, para, em seguida, recomeçarem todas as obras incompletas na esteira das reencarnações… Os homens, por isso mesmo, fazem e desfazem, constroem e destroem, aprendem levianamente e recapitulam com dificuldade, na conquista da experiência.

Em quase todos os setores de evolução terrestre, vemos o abuso da oportunidade complicando os caminhos da vida; entretanto, desde muitos séculos, o apóstolo nos afirma que o tempo deve ser do Senhor.

Do livro Caminho, verdade e vida – Emmanuel com a psicografia de Francisco Cândido Xavier, capítulo 1

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Os ciclos da vida

Enquanto permanecermos na dimensão física e em conexão com a psique humana coletiva, o sofrimento, embora raro, ainda pode acontecer. Não devemos confundi-lo com o sofrimento emocional. Todo sofrimento é criado pelo ego e fruto de uma resistência. Além disso, nessa dimensão, ainda nos sujeitamos à natureza cíclica e à lei da impermanência de todas as coisas, mas já não vemos mais o sofrimento como uma coisa “má”. Ele simplesmente é.

Ao permitir o “existir” de todas as coisas, uma dimensão mais profunda, por baixo do jogo dos opostos, se revela para nós como uma presença permanente, uma serenidade profunda e estável, uma alegria sem motivos que se situa além do bem e do mal. Essa é a alegria do Ser, a paz de Deus.

No nível da forma existe nascimento e morte, criação e destruição, crescimento e dissolução de espécies aparentemente independentes. Podemos ver isso em tudo: no ciclo da vida de uma estrela ou de um planeta, em um corpo físico, em uma árvore, em uma flor; na ascensão e queda de nações, de sistemas políticos e de civilizações, e também nos inevitáveis ciclos de lucros e perdas que temos na vida.

Existem ciclos de sucesso, como quando as coisas acontecem e dão certo, e ciclos de fracasso, quando elas não vão bem e se desintegram. Você tem de permitir que elas terminem, dando espaço para que coisas novas aconteçam ou se transformem. Se nos apegamos às situações e oferecemos uma resistência nesse estágio, significa que estamos nos recusando a acompanhar o fluxo da vida e que vamos sofrer.

Não é verdade que o ciclo ascendente seja bom e o ciclo descendente seja ruim, a não ser no julgamento da mente. O crescimento é, em geral, considerado positivo, mas nada pode crescer para sempre. Se o crescimento nunca tivesse fim, poderia acabar em algo monstruoso e destrutivo. É necessário que as coisas acabem, para que coisas novas aconteçam.

O ciclo descendente é absolutamente essencial para uma realização espiritual. Você tem de ter falhado gravemente de algum modo, ou passado por alguma perda profunda, ou algum sofrimento, para ser conduzido à dimensão espiritual. Ou talvez o seu sucesso tenha se tornado vazio e sem sentido e se transformado em fracasso. O fracasso está sempre embutido no sucesso, assim como o sucesso está sempre encoberto pelo fracasso. No mundo da forma, todas as pessoas “fracassam” mais cedo ou mais tarde, e toda conquista acaba em derrota. Todas as formas são impermanentes.

Você pode ser ativo e apreciar a criação de novas formas e circunstâncias, mas não se sentirá identificado com elas. Você não precisa delas para obter um sentido de eu interior. Elas não são a sua vida, pertencem à sua situação de vida.

Nossa energia física também está sujeita a ciclos. Não consegue estar sempre no máximo. Teremos momentos de baixa e de alta energia. Em alguns períodos, estaremos altamente ativos e criativos, mas em outros tudo vai parecer estagnado, teremos a impressão de não estarmos indo a lugar nenhum, nem conseguindo nada. Um ciclo pode durar de algumas horas a alguns anos e dentro dele pode haver ciclos longos ou curtos. Muitas doenças são provocadas pela luta contra os ciclos de baixa energia, que são fundamentais para uma renovação. Enquanto estivermos identificados com a mente, não poderemos evitar a compulsão de fazer coisas e a tendência para extrair o nosso valor de fatores externos, tais como as conquistas que alcançamos. Isso torna difícil ou impossível para nós aceitarmos os ciclos de baixa e permitirmos que eles aconteçam. Assim, a inteligência do organismo pode assumir o controle, como uma medida auto protetora, e criar uma doença com o objetivo de nos forçar a parar, de modo a permitir que uma necessária renovação possa acontecer.

A natureza cíclica do universo está intimamente ligada à impermanência de todas as coisas e situações. Buda fez disso uma parte central de seu ensinamento. Todas as circunstâncias são altamente instáveis e estão em um fluxo constante, ou, como ele colocou, a impermanência é uma característica de cada circunstância, de cada situação com que vamos nos deparar na vida. Elas vão se modificar, desaparecer, ou deixar de proporcionar prazer. A impermanência também é um ponto central dos ensinamentos de Jesus: “Não acumule tesouros na terra, onde as traças e a ferrugem arruínam tudo, onde os ladrões arrombam as paredes para roubar…”

Enquanto a mente julgar uma circunstância “boa”, seja um relacionamento, uma propriedade, um papel social, um lugar, ou o nosso corpo físico, ela se apega e se identifica com ela. Isso faz você se sentir bem em relação a si mesmo e pode se tornar parte de quem você é ou pensa que é. Mas nada dura muito nessa dimensão, onde as traças e a ferrugem devoram tudo. Tudo acaba ou se transforma: a mesma condição que era boa no passado, de repente, se torna ruim. A prosperidade de hoje se torna o consumismo vazio de amanhã. O casamento feliz e a lua de mel se transformam no divórcio infeliz ou em uma convivência infeliz. A mente não consegue aceitar quando uma situação com a qual ela tenha se apegado muda ou desaparece. Ela vai resistir à mudança. É quase como se um membro estivesse sendo arrancado do seu corpo.

(…)Uma vez um monge budista me disse: “Tudo o que aprendi nos vinte anos em que sou monge pode ser resumido em uma frase: Tudo o que surge, desaparece. Isso eu sei”. O que ele quis dizer foi o seguinte: aprendi a não oferecer qualquer resistência ao que é; aprendi a permitir que o momento presente aconteça e a aceitar a natureza impermanente de todas as coisas e circunstâncias. Foi assim que encontrei a paz.

Não oferecer resistência à vida é estar em estado de graça, de descanso e de luz. Nesse estado, nada depende de as coisas serem boas ou ruins. É quase paradoxal, mas, como já não existe mais dependência interior quanto à forma, as circunstâncias gerais da sua vida, as formas externas, tendem a melhorar consideravelmente. As coisas, as pessoas ou as circunstâncias que você desejava para a sua felicidade vêm agora até você sem qualquer esforço, e você está livre para apreciá-las enquanto durarem. Todas essas coisas naturalmente vão acabar, os ciclos virão e irão, mas com o desaparecimento da dependência não há mais medo de perdas. A vida flui com facilidade.

Livro O poder do agora de Echart Tolle pag. 178 (Traduçao de Iva Sofia Gonçalves Lima)

Música: Almost A Whisper de Yanni

Segundo J. Krishnamurti existem 12 sintomas de um possível despertar espiritual:

1. Uma tendência crescente de deixar as coisas acontecerem ao invés de tentar controlá-las;
2. Ataques frequentes de alegria, sorrisos sem explicação e explosões de risos a qualquer momento;
3. Sensações de estar intimamente conectado aos outros e à natureza;
4. Episódios frequentes de apreciação e admiração com coisas simples;
5. Uma tendência de pensar e agir espontaneamente, no lugar do medo baseado na experiência passada;
6. Uma nítida habilidade de curtir cada momento;
7. Uma perda da habilidade de se preocupar;
8. Uma perda do desejo por conflito;
9. Uma perda de interesse por tomar as coisas como pessoais;
10. Uma perda de apetite em julgar o outro;
11. Uma perda de interesse em julgar a si mesmo;
12. Uma inclinação em dar sem esperar nada em troca.

Ansiedade patológica

Ansiosos vivem menos, diz a sabedoria oriental. É verdade? Para os sábios do mundo antigo, não há uma quantidade de anos de vida e sim número determinado de respirações. Assim, quanto mais profundo e lento o respirar, mais tempo viveremos. A respiração está ligada diretamente ao estado físico e emocional.

A psicóloga Amélia Kassis, afirma que indivíduos tristes, inspiram lenta e demoradamente. Já as vítimas de raiva, “sentem-se cheias e bufam pois não aguentam mais nada dentro de si. E quem sente medo dispara o coração, a respiração se acelera no preparo para a fuga.”

É a ansiedade que consome a energia vital e compromete a qualidade de vida e os relacionamentos, reduz a qualidade de vida e pode adoecer seriamente, adverte a psicóloga. Esta ansiedade não é aquela natural, quando se espera por algum acontecimento especifico, mas sim a patológica, que rouba o sono. Aquela apreensão esmagadora que nos tira o foco e a concentração, e que dá vida própria a pensamentos e sentimentos indesejáveis. Os sintomas desse tipo de ansiedade variam bastante e existem até casos de obesidade e insônia que têm em sua raiz tal patologia. O diagnostico tem que ser feito por especialista e pelo conjunto de sintomas que devem perdurar, no mínimo, por seis meses.

Algumas técnicas têm se mostrado eficazes no tratamento da ansiedade, segundo a psicóloga Amélia Kassis, como a psicoterapia, que ajuda que a melhorar a percepção do individuo sobre si mesmo e o mundo, aumentando sua autoestima e desenvolvendo sua capacidade de sentir prazer. O ioga, também pode ajudar o paciente a reaprender a respirar, aumentando a consciência e o controle de si mesmo. Outras sugestões são a terapia corporal, que aumenta sua percepção corporal e redireciona sua energia vital, e a massagem, que permite trabalhar em pontos específicos do corpo para equilibrar e administrar conflitos físicos e emocionais.

*Fonte de pesquisa: Jornal Vida Integral – Edição nº 369 de Março de 2013

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  • Categoria(s): Bem viver
  • Ensinamentos de Buda

    Estamos sempre correndo no dia-a-dia, querendo dar conta de muita coisa aos mesmo tempo. Por que complicamos a nossa vida? Segundo Krishnamurti viver na simplicidade gera menos stress e mais equilíbrio.Vejamos uma passagem de Buda que traz algumas reflexões.


    Conta a tradição oriental que certa vez Sidarta Gautama, já em idade bem avançada, passava por uma floresta junto com seus discípulos quando encontrou aprendizes de outro mestre, e um deles logo foi dizendo: “Nosso mestre é um grande avatar. Ele levita e faz materializações extraordinárias. Nós mesmos: presenciamos isso, somos testemunhas!” E, fixando o olhar nos discípulos de Buda, inquiriu: “O que vocês têm a dizer sobre seu mestre? O que ele pode fazer, que milagres realiza?”

    Sidarta Gautama tudo escutava silenciosamente e deixou a cargo de seus companheiros a resposta. Apenas observava o desempenho de cada um.Então, um logo se adiantou e respondeu: “Nosso mestre, quando está com fome, come; e quando ele tem sono, dorme. Ele nos ensina a andar, quando estamos andando; a comer, quando estamos comendo; a sentar, quando estamos sentados.

    E um deles, inconformado, exclamou: “O que vocês estão falando?! Chamam de milagres o óbvio?! Todos fazem essas coisas!”

    E o ponderado discípulo de Buda retrucou: “Engano de vocês. Quase ninguém faz isso. Quando as pessoas dormem pensam sem cessar, estão dispersas no sono. Quando comem, estão distraídas, falando mil coisas. Quando andam, estão desatentas e qualquer ocorrência lhes rouba a atenção. Mas, quando meu mestre dorme, ele apenas dorme: somente o sono existe naquele momento, nada mais. E quando sente fome, ele apenas come. Ele sempre está no lugar onde deve estar, ou seja, jamais é arrebatado pelos fatos ou acontecimentos que se foram e pelos que hão de vir; vive sempre no momento presente.”

    Retirado do livro Um Modo de Entender – Uma Nova Forma de Viver, de Francisco do Espírito Santo Neto, pelo espírito Hammed

    “O ego precisa de alimento e proteção o tempo todo. Tem necessidade de se identificar com coisas externas, como propriedades, status social, trabalho, educação, aparência física, habilidades especiais, relacionamentos, história pessoal e familiar, ideais políticos e crenças religiosas. Só que nada disso é você. Levou um susto? Ou sentiu um enorme alívio?” (…)“Mais cedo ou mais tarde, você vai ter que abrir mão de todas essas coisas. Pode ser difícil de acreditar, e eu não estou aqui pedindo a você que acredite que a sua identidade não está em nenhuma dessas coisas.” (O Poder Do Agora, Eckhart Tolle)

    Excelente o artigo “O que é ego” de Fabian Dias publicado no Jornal Lumiére. Fabian Dias aponta sete passos para superar o controle do ego segundo o Psicoterapeuta Wayne W. Dyer.

    Segundo Wayne W. Dyer existem sete passos para superar o controle do ego. São eles:

    1 – Pare de se sentir ofendido

    É o ego no controle convencendo você que o mundo não deveria ser como é. Quem se sente ofendido é a máscara, é o ego, a sua Essência Divina jamais se ofende. Ficar ofendido cria o mesmo tipo de energia destrutiva que, a princípio, o feriu, e leva a agressão.

    2 – Abandone “O querer vencer”

    O ego nos divide entre ganhadores e perdedores. Você não se resume às suas vitórias e conquistas. Não há perdedores num mundo onde compartilhamos da mesma fonte de energia, existem apenas experiências, e estas servem para o nosso aprendizado e crescimento. Quando paramos com a necessidade de vencer estamos nos colocando numa posição de observador, percebendo e apreciando tudo sem a necessidade de “troféus”. Esteja em paz.

    3 – Abandone “O querer estar certo”

    O ego impulsiona a julgar e querer estar certo, sendo a raiz de muitos conflitos. Ao deixar de querer estar certo, você fortalece a sua conexão com a Fonte.

    4 – Abandone “O querer ser superior”

    É bem recomendável nos concentrarmos em ser melhores do que fomos, do que em sermos melhores do que os outros. Quando projetamos sentimentos de superioridade, estamos fortemente nos identificando com o ego.

    5 – Deixe de querer ter mais

    A palavra preferida do ego é “mais”, nunca está satisfeito, nunca é o suficiente. Já estamos “lá”, quando percebemos que ao eliminarmos a necessidade de “mais” as coisas chegam até você no momento exato, nem um segundo atrasado nem um segundo adiantado, sempre no momento exato. Nesse estado você permite que a abundância lhe banhe, você se alinha com a Fonte e deixa a energia fluir.

    6 – Abandone A idéia de você baseado em seus feitos

    O ego lhe faz acreditar que você é o que você realiza. Você não é esse corpo físico e seus feitos. Tudo emana da Fonte. Você e a Fonte são um só! Quanto menos apego a seus feitos e realizações, mais paz e gratidão, maior a conexão com o Divino.

    7 – Deixe sua reputação de lado

    A reputação existe na mente dos outros, você não tem controle sobre isto. Conecte-se com o coração e deixe fluir a beleza do Divino que vem de dentro de você. O caminho é sempre interno, buscando fora estamos nos afastando cada vez mais da nossa Essência.

    Leia o artigo completo “O que é ego” de Fabian Dias publicado no Jornal Lumiére

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  • Categoria(s): Psicologia



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