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A oração deveria ser a primeira e a última  atividade diária em nossas vidas. No livro Momentos Enriquecedores,  Joanna de Ângelis se refere à oração como ” Recurso valioso para todo momento ou necessidade, a oração encontra-se ao alcance de quem deseja paz e realização, alterando para melhor os fatores que fomentam a vida e facultam o seu desenvolvimento.  A oração é o instrumento pelo qual a criatura fala a Deus, e a inspiração lhe chega na condição de divina resposta..”

O mais comum é fazermos uma prece rápida sem sentimento de união  profunda com Deus. Porém, nos momentos mais angustiantes de nossa vida fazemos preces fervorosas, rogando o auxílio divino. O problema é que na  maioria da vezes não conseguimos manter a sintonia com o divino e logo começamos a negociar, barganhar e já propor soluções aos nossos problemas.  Nesses momentos perdemos totalmente a sintonia com Deus. O mais difícil disso tudo é realmente se entregar e aceitar a solução que vem de Deus, porque queremos ajuda sim, por isso oramos, mas essa ajuda tem que ser do jeito que queremos.

Em muitas passagens Jesus reconhecia o valor da oração quando se isolava e  se recolhia no íntimo do seu ser e mantinha uma  conversa direta com Deus e voltava revigorado a seu trabalho de pregação da Boa Nova.
Em  momentos antes de sua prisão, foi orar no monte e levou consigo  Pedro,  Tiago e João, e começou a ter pavor e a angustiar-se; e disse-lhes: A minha alma está triste até a morte; ficai aqui e vigiai. E adiantando-se um pouco, prostrou-se em terra; e orava para que, se fosse possível, passasse dele aquela hora. E dizia: Aba, Pai, tudo te é possível; afasta de mim este cálice; todavia não seja o que eu quero, mas o que tu queres (Marcos 14:32-36).

Nesse momento Jesus se entregou de corpo e alma nas mãos do Pai, e olha que ele sabia tudo que estava por vir, no entanto naquele momento de angústia ele agiu com Sabedoria e nos deixou esse exemplo de entrega e confiança a Deus. Será que nós também temos esse desapego nos momentos mais difíceis pelos quais passamos? Acredito que não, mas estamos aqui  para assimilarmos entre tantos outros, também  esse  aprendizado de  entrega e confiança ao Pai que nos criou e Ele mais do que ninguém sabe o que é melhor para nós.