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Buda perguntou ao monge Sona:
-É verdade que antes de se tornar monge, o senhor era músico? – Sona respondeu que sim.
Buda perguntou:
-O que acontece se a corda do seu instrumento estiver muito frouxa?
-Quando você a tange, não haverá som.
-O que acontece quando a corda está muito esticada?
-Ela quebra.
-O mesmo acontece com a prática do Caminho, disse Buda. Mantenha a saúde. Seja alegre. Não obrigue a si mesmo a fazer coisas que não pode fazer.

No fundo toda doença desde a mais simples até a mais grave tem algo a nos dizer. Às vezes as nossas condições de saúde, está dizendo para levarmos a vida com mais calma, menos ansiedade e competitividade, mas nos fazemos de cegos e surdos aos primeiros alertas e apelos e continuamos no mesmo ritmo, perdidos nesse emaranhado da vida moderna, fazendo da correria uma rotina diária, sem acharmos um tempinho para nos olharmos e fazermos uma auto-reflexão.

Até que um dia a “corda quebra”, e a doença, muitas vezes nos impõe limitações e até a ficar acamados, quer queiramos ou não. A limitação da doença nos obriga a voltar o olhar para nós mesmos, a dar a devida atenção à nossa alma, pois a dor foi o último recurso que nossa alma teve que recorrer para chamar a nossa atenção. Se conseguirmos ser humildes aprendizes, estaremos prontos a dizer: “Bendita doença que me fez voltar à casa do pai”(Parábola do filho pródigo)