Comentários evangélicos Semeadura

 

“E outra caiu em boa terra e deu fruto, que vingou e cresceu; e um produziu trinta, outro sessenta, e outro cem.”

(Mateus 4:8)

 

Tudo se multiplica na vida, ecoa em seus infinitos labirintos, reflete-se de várias formas, expande-se longamente e palpita a todo tempo, pois nada se perde na constante renovação do Universo.

Sendo este mundo imperfeito, nem todos os frutos de nossas ações poderiam ser perfeitos, nem tudo que fazemos sairá a primor, nem toda a intenção digna se materializa em nobre atitude.

Mas nem por isso se deve deter o trabalhador do bem. Semear é seu dever, a colheita a Deus pertence.

Semeai com carinho, e amor colhereis; semeai com discernimento, e vossa há de ser a sabedoria maior; semeai sem descanso, e repousareis no Inefável.

*Do livro Comentários evangélicos – Bezerra de Menezes/Edgard Armond

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Essa leitura me fez lembrar da história da velhinha que semeava sementes de flores durante suas viagens de ônibus.

Certo homem trabalhava em uma fábrica, distante 50 minutos de ônibus da sua casa. No ponto seguinte, entrava uma senhora idosa que sempre se sentava junto à janela do ônibus. Ela abria a bolsa, tirava um pacotinho e passava a viagem toda jogando alguma coisa para fora. A cena se repetia todos os dias e, curioso, durante uma dessas viagens, o homem lhe perguntou o que ela jogava pela janela.

– Jogo sementes – respondeu ela.

– Sementes? Sementes de quê?

– De flores. É que eu olho para fora e a estrada é tão vazia! Gostaria de poder viajar vendo flores coloridas por todo o caminho. Imagine como seria bom!

Dizendo isso, ela virou-se para a janela e recomeçou seu trabalho. O homem desceu logo adiante, achando que aquela pobre senhora já não “batia bem das ideias”.

Algum tempo depois, no mesmo ônibus, aquele homem percebeu flores à beira da estrada. Muitas flores; uma paisagem colorida, perfumada e linda!

Lembrou-se então daquela senhora; procurou-a, mas não a encontrou. Perguntou então ao cobrador sobre ela.

– A velhinha das sementes? Pois é, ela morreu há quase um mês.

Neste mesmo instante, ouviu risos de criança, num banco mais a frente. Uma garotinha apontava pela janela, entusiasmada:

– Olha mãe, que lindo! Quantas flores! Como se chamam aquelas flores?

Foi então que entendeu o que aquela senhora havia feito. Mesmo não estando ali para ver, fez a sua parte, deixou a sua marca, a beleza para a contemplação e a felicidade das outras pessoas.

No dia seguinte, o homem entrou no ônibus, sentou-se junto à janela e tirou um pacotinho de sementes do bolso…

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Vilma Cândida

Vilma Cândida é professora aposentada e blogueira. Formação em Pedagogia pela Unesp, com Pós Graduação em Psicopedagogia e Pós Graduação em Terapias Alternativas pela UNIFRAN de Franca. [Saber mais] [Redes Sociais] [Cantinho da luz]

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