Eu já disse a vocês que estou completando dez anos de anotações de meus sonhos. Na verdade não é só de sonhos, mas também de minhas projeções astrais. Descobri isso depois de muito pesquisar. Hoje ao ver e refletir sobre minhas anotações, noto que nem tudo são sonhos e que em algumas anotações eu tenho senso crítico, consigo pensar, refletir, tomar decisões, o que caracteriza mais para projeções do que sonhos.

A minha primeira anotação foi tão marcante e inesquecível que toda vez que eu me lembro dela, vejo como se fosse um filme, uma história, com começo meio e fim e, além disso, com todas as sensações e sentimentos. Ela foi nitidamente uma retrocognição que teve a sequência desses fatos alguns anos depois.

O que eu queria falar é da minha segunda projeção astral, que foi um marco divisor da minha vida de tão real que foi. Estava participando de uma cirurgia num hospital. O ambiente era claro, tocava uma música clássica no ambiente muito tranqüila e bem baixinho, que eu até pensei: Eu conheço essa música, quando acordar vou procurar nos meus CDS. Mas quando acordei não consegui lembrar a melodia da música. Tinha um homem numa maca passando por uma cirurgia com a participação de uma equipe médica. Ele estava com um corte profundo que vinha do lado direito da cabeça até a boca. Tinha o rosto todo deformado (parecia ser um acidente), a cabeça e o corpo muito inchado. Eu participava com imposição de energias. Estava calma, concentrada no que fazia, me sentia protegida e confiante.

De repente, eu estava no plano físico junto com um senhor conhecido meu, fazendo alguma coisa que tinha relação com o homem da cirurgia. Eu retornei novamente ao hospital. O responsável pelo atendimento não trajava roupas igual ao da equipe médica. Ele usava óculos de aro grosso, cabelos grisalhos e usava uma jaqueta marrom. Ele perguntou para mim se queria trabalhar no laboratório junto com a equipe. Eu fiquei muito contente e eufórica. Ele disse: Só que é por dez anos. Eu falei ou pensei: Que bom! Fiz um curso de Química e praticamente não tive muitas aulas de laboratório. Agora é a minha chance.

*****

Vai completar dez anos que tive essa projeção e às vezes eu pensava, que laboratório seria esse que aquele senhor falou? Cheguei à conclusão neste ano de 2011 que o laboratório sou eu mesma, com minhas autopesquisas. Esse laboratório interno visa a busca do saber que é uma necessidade íntima de mim mesma, sendo a pesquisa de mim mesma, o objeto e o agente do conhecimento. No momento o que mais se encaixa dentro dessa minha busca é o modelo Conscienciológico de pesquisa, que considera a possibilidade do pesquisador ser ao mesmo tempo sujeito e objeto de pesquisa.

A conscienciologia define a Autopesquisa como a pesquisa indireta de si mesmo, analisando traços pessoais, qualidades e estruturas de sua própria personalidade, objetivando acelerar o autoconhecimento, as crises planejadas, a homeostase holossomática relativa e a evolução, para seu próprio bem e de todos os demais. O Paradigma Consciencial considera a consciência pesquisadora de si mesma utilizando como instrumentos de pesquisa a “projeção da consciência” e outras experiências parapsíquicas, sendo a consciência o “objeto” e o “agente” dos seus estudos ao mesmo tempo. Assim sendo, o experimentador fazendo uso da técnica de autopesquisa conscienciológica, é quem provoca o experimento sendo quem observa e busca as modificações em si mesmo.

Esse método estimula o autodidatismo e a autonomia consciencial. O autoconhecimento obtido por intermédio da projeção consciente favorece a compreensão do processo evolutivo. Para a Conscienciologia então, o Laboratório de Autopesquisa é a própria Consciência. Que seja!

Leia mais:

Projeção Astral

Postagens: Sonhos

Vídeo: O sonho como expressão…

Sonhos Terceira parte