Paz e Luz!
2 out

Resolvi escrever esse post, porque vejo muitos comentários pela Net a respeito das mesmas sensações que senti por um bom tempo e gostaria de passar a minha vivência pessoal. Durante o período de mais ou menos um ano há um tempo atrás eu acordava de madrugada com uma forte pressão no peito, sentia uma angústia no coração que parecia que ia enfartar e ficava de baixo astral durante o dia todo. Eu descrevia o mal estar como a dor de uma mãe quando perde um filho.
Bom, resolvi procurar meu médico de confiança e ele pediu para fazer uma bateria de exames, fiz esteira para ver se estava com algum problema no coração. Resultado: fisicamente não tinha nada, estava saudável. Receitou um calmante bem fraco para dormir e falou para procurar uma psicóloga. Segundo suas próprias palavras eu deveria estar com algum núcleo emocional que provocava todos aqueles sintomas e uma terapia ia ajudar.
Segui a sua orientação e resolvi procurar uma psicóloga que trabalhasse com sonhos, pois, como eu já anotava há muito tempo, talvez ela pudesse me ajudar. Não consegui nenhuma profissional que fizesse a terapia numa visão mais Junguiana. Encontrei uma que analisava segundo Freud e que havia estudado a Interpretação dos Sonhos do mesmo autor.
Eu ia às consultas uma vez por semana e cada vez que ia ao consultório eu havia tido vários sonhos. O mais interessante é que durante toda a terapia fui tendo uma sequência de sonhos que orientou todo o processo. Posteriormente vou postar alguns desses sonhos/projeções que tive nesse período.
Um mês antes de parar com a terapia, eu tive um sonho que me fez refletir muito a respeito de alguns acontecimentos de infância que eu achava que tinham me traumatizado. E eu pensava: Será esse o núcleo emocional que o médico falou? Mas, o sonho mostrou claramente que eu já havia superado o acontecido.
Quando eu tinha seis anos e meio, fui morar por um ano com meus tios bem longe de meus pais por motivos de saúde de minha mãe. Essa cidade fica à beira mar e nessa fase da minha vida eu passei por várias vezes por episódios num barco em que eu sentia muito medo. Medo não! Era pavor mesmo!
Eu chorava muito à noite porque queria os meus pais e naquele tempo não existia telefone na casa, eu não sabia escrever e nem como me comunicar com eles. Alguns acontecimentos com esses meus parentes me deixou muito chateada por muito tempo e eu achava que ainda estava com aquilo dentro de mim.
Eu caracterizo o que vou narrar como sonho porque fui uma agente passiva dos fatos, não consegui fazer nenhuma reflexão durante o sonho, só depois que relembrei dele no estado de vigília e as imagens tinham um significado simbólico pessoal que faz parte do meu histórico de vida.
O sonho foi o seguinte: Eu estava na casa da minha tia. Eu e ela comíamos maionese (ver comida) juntas numa mesma travessa rasa de inox. Uma comida que minha tia fazia e eu gostava muito era justamente maionese. Nunca mais senti aquele sabor da maionese com nenhuma das que eu provei até hoje. E no sonho conversávamos amigavelmente e comíamos cada uma com uma colher compartilhando o alimento na mesma travessa. Quando acordei contei o sonho para o meu marido. Gosto de contar para ele, porque evita de esquecer o sonho quando não posso anotar na hora. Qual não foi a minha surpresa, quando ele disse que sonhou que também estava nessa mesma cidade comigo e um cunhado, irmão dele e que eu dava à luz a um menino. Estávamos num barco, o mar estava agitado e o bebê ficava de mãos postas como se tivesse orando.
Eu cheguei à conclusão de que estava reconciliada com minha tia. Na verdade, apesar de tudo, eu gosto muito dela. E que tudo aquilo já estava superado dentro de mim. O sonho do meu marido quis dizer para mim, que nos episódios com o barco eu estava protegida, e que daquele momento em diante eu devia nascer para uma nova maneira de enxergar o acontecido. Muito tempo depois desses sonhos, tive sonhos com minhas primas em que eu também estava numa boa com elas.
Três anos depois que parei com a terapia, voltei a ter por duas noites seguidas os mesmos sintomas. A primeira coisa que pensei foi em procurar o médico e pedir um remédio mais forte que o anterior que eu tomei para a angústia noturna e a insônia que tinha todas as noites entre 2:30 e 3 horas da manhã. Antes de procurar o medico pedi orientação ao meu guia interno que me orientasse. E me veio uma orientação interna nesse sentido: É melhor agir diferente, porque o remédio não vai te ajudar. E eu mudei completamente a minha rotina diária antes de dormir como:
-orações;
-emissão de energias positivas à minha volta, imaginando que essas energias saem do meu chacra cardíaco e se irradiam para todos que encontrar durante o sono;
- exercícios respiratórios (Respiração rítmica 6,3,6,3)
Eu ouvi uma explicação de Moisés Esagui dizendo que quando aceleramos muito os chacras emocionais como os chacras umbilical, sexual e esplênico, essas energias reverberam e aceleram o chacra cardíaco e sentimos uma dor no peito e angústia.
A terapia com a psícologa me ajudou bastante. Passei a me conhecer mais, mas eu penso que não estava com um núcleo emocional me afetando e provocando a angústia. O que estava acontecendo é que sentia durante à noite energias negativas extrafíscias no chacra do plexo e o aceleravam que repercutiam como angústia no chacra cardíaco com claros sintomas na área cardíaca do corpo físico.
Essa mudança de atitudes teve um ótimo resultado, me deixou mais confiante e toda noite eu penso numa frase que li que me mandaram como autoria de José de Alencar: “Estou entregue a quem sempre estive: nas mãos de Deus.”
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(Cantinho da Luz)
Esta pombinha viaja de blog em blog, ajude-a a levar a paz ao mundo levando-a para o seu. Pousou no meu no dia 12/09/09.



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