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No livro dos Espíritos Kardec pergunta: “Como podemos julgar a liberdade do espírito, durante o sono?

- Pelos sonhos.

(…)O sonho é uma expressão da vida real da personalidade. O espírito procura atender a desejos e intenções inconscientes e conscientes durante esse tempo de liberdade temporária. Conforme o grau, tipo de sintonia e harmonia gerada pela afinidade moral com outros Espíritos, direciona-se automaticamente para a parte do mundo espiritual que melhor satisfaça essa sintonia e suas metas e objetivos, ainda que não lícitos; e aí conta com amigos, sócios, inimigos, desafetos, parentes, “mestres” etc.(1)

Assim o espírito de acordo com seus impulsos predominantes será atraído durante o sono para regiões e companhias nas quais tem afinidade, ou melhor dizendo: “Onde estiver o seu tesouro, ali estará o seu coração”.
Lancelin diz: “Durante o sono, a cada noite, em processo de desdobramento, o Espírito realiza viagens astrais, ao mesmo tempo em que o corpo recompõe energias, refazendo-se da labuta diária. No desdobramento, o Espírito transporta-se de um lugar para outro e, ao fazê-lo, pode amparar os que sofrem nos diferentes planos da vida e acelerar sua própria evolução.

Refletindo sobre o sono nos fala André Luiz: “Com a maioria dos irmãos encarnados, o sono apenas reflete as perturbações fisiológicas ou sentimentais a que se entregam; entretanto, existe grande número de pessoas que, com mais ou menos precisão, estão aptas a desenvolver este intercâmbio espiritual.
Nesse intercâmbio, durante o sono, o homem pode ter boas relações: em estudos educativos, tratamentos espirituais, boa conversação, trabalho produtivo; ou pode, também, ter relações maléficas: obsessões inferiores, perseguições persistentes, vampirismo destruidor, ociosidade, e tentações diversas. Diz André Luiz mais adiante que “ainda são poucos, relativamente, os irmãos que sabem dormir para o bem”.(2)

- Todos possuímos, além dos desejos imediatistas comuns, em qualquer fase da vida, um «desejo central» ou «tema básico» dos interesses mais íntimos. Por isso, além dos pensamentos vulgares que nos aprisionam à experiência rotineira, emitimos com mais freqüência os pensamentos que nascem do «desejo central» que nos caracteriza, pensamentos esses que passam a constituir o reflexo dominante de nossa personalidade. Desse modo, é fácil conhecer a natureza de qualquer pessoa, em qualquer plano, através das ocupações e posições em que prefira viver. Assim é que a crueldade é o reflexo do criminoso, a cobiça é o reflexo do usurário, a maledicência é o reflexo do caluniador, o escárnio é o reflexo do ironista e a irrigação é o reflexo do desequilibrado, tanto quanto a elevação moral é o reflexo do santo…

Conhecido o reflexo da criatura que nos propomos retificar ou punir é, assim, muito fácil superalimentá-la com excitações constantes, robustecendo-lhe os impulsos e os quadros já existentes na imaginação e criando outros que se lhes superponham, nutrindo-lhe, dessa forma, a fixação mental. Com esse objetivo, basta alguma diligência para situar, no convívio da criatura malfazeja que precisamos corrigir, entidades outras que se lhe adaptem ao modo de sentir e de ser, quando não possamos por nós mesmos, à falta de tempo, criar as telas que desejemos, com vistas aos fins visados, por intermédio da determinação hipnótica. Através de semelhantes processos, criamos e mantemos facilmente o «delírio psíquico» ou a «obsessão», que não passa de um estado anormal da mente, subjugada pelo excesso de suas próprias criações a pressionarem o campo sensorial, infinitamente acrescidas de influência direta ou indireta de outras mentes desencarnadas ou não, atraídas por seu próprio reflexo.” (3)

Bibliografia
1- Livro dos Espíritos – pergunta 403
2- Os Mensageiros – André Luiz psicografia de Francisco Cândido Xavier
3-Ação e reação – André Luiz psicografia de Francisco Cândido Xavier
4- Iniciação – Viagem astral- Lancelin psicografia João Nunes Maia

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Sonhos Terceira parte

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