Paz e Luz!
31 jul
Se não pudermos
ser o rio caudaloso,
sejamos a gota essencial,
o pequeno detalhe
que faz a diferença;
a sublime partícula
que, somada às demais,
há de ajudar a compor
os mares infinitos.
O que é uma gota
comparada ao oceano?
Junte-a às outras…
E eis um fantástico
turbilhão de espumas!…
(Oriza Martins)
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Existir significa ter vida, fazer parte do Universo, contribuir para a harmonia do Cosmo. O ser atua moralmente, porque sente o impulso interno da vida que se submete às Leis que a regem. Essa força interior que o leva à pratica dos atos corretos, o Bem, no início é metafísica, para depois tornar-se uma necessidade transformada ema ações. Quando escasseiam esses princípios na mente e na emoção, o indivíduo, desestruturado, enferma e a mais eficaz solução é o amorterapia, impulsionando-o a permitir que desabrochem os sentimentos de fraternidade, de solidariedade, de perdão, de auto-entrega, assim aparecendo significados para continuar-se a viver.
Muitos aposentados e idosos, depressivos diversos, que se neurotizaram, recuperam-se através do serviço ao próximo, da auto-doação à comunidade, do labor em grupo, sem interesse pecuniário, reinventando razões e motivos para serem úteis, assim rompendo o refúgio sombrio da perda do sentido existencial.
Quando o ser se percebe atuante, produtivo, necessário, vibra e produz. Quando o amor se instala no ser humano, de imediato uma sensação de prazer se lhe apresenta natural, enriquecendo-o de vitalidade e de alegria com as quais adquire resistência para a luta e para os grandes desafios, aureolado de ternura e de paz.
*Fonte de Pesquisa: Amor imbatível amor de Joanna de Angelis, psicografia de Divaldo P. Franco
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17 jul

Para o ego, o momento presente dificilmente existe. Só o passado e o futuro são considerados importantes. Essa total inversão da verdade explica por que, para o ego, a mente não é totalmente funcional. O ego está sempre preocupado em manter vivo o passado, porque pensa que sem ele não seríamos ninguém. E se e projeta no futuro para assegurar a continuação de sua sobrevivência e buscar algum tipo de escape ou satisfação lá adiante. Ele diz sempre assim: “Um dia, quando isso ou aquilo acontecer, vou ficar bem, feliz, em paz.”
Se não quer gerar mais sofrimento para você e para os outros, não “crie” mais tempo, ou, pelo menos, não mais do que o necessário para lidar com os aspectos práticos da sua vida. Como é deixar de criar tempo? Tendo uma profunda consciência de que o momento presente é tudo o que você tem. Faça do Agora o foco principal da sua vida. Se antes você se fixava no tempo e fazia rápidas visitas ao Agora, inverta essa lógica, fixando-se no Agora e fazendo visitas rápidas ao passado e ao futuro quando precisar lidar com os aspectos práticos da vida. Diga sempre SIM ao momento atual.
Você está resistindo ao aqui e agora? Algumas pessoas prefeririam estar num outro lugar. O “aqui” delas nunca é suficientemente bom. Observe-se e verifique se isso acontece em sua vida. Onde quer que você esteja, esteja lá por inteiro. Se você acha insuportável o seu aqui e agora e isso lhe faz infeliz, há três opções:
-abandone a situação:
-mude-a;
-aceite-a totalmente
Se você deseja ter responsabilidade sobre sua vida, deve escolher uma dessas opções e deve fazê-lo agora. Depois, arque com as conseqüências. Sem desculpas. Sem negatividade. Sem poluição física. Mantenha limpo o seu espaço interior.
O que poderia ser mais insensato do que criar uma resistência interior a alguma coisa que já é? O que poderia ser mais insensato do que se opor à sua própria vida, que é agora e sempre agora? Renda-se ao que é. Diga SIM para a vida e veja como de repente, a vida começa a trabalhar mais a seu favor em vez de contra você.
*Fonte de Pesquisa: O Poder do Agora de Eckhart Tolle
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10 jul

Segundo Thich Nhat Hanh devemos despertar as sementes boas nos outros. E as sementes ruins? Estão tb em nós, mas na interação em nossos relacionamentos basta não regá-las, pois, já é uma dor para a própria pessoa conviver com elas.
Seríamos muito mais felizes se tentássemos nos manter em contato com as sementes saudáveis, alegres, dentro de nós e à nossa volta. A vida está repleta de maravilhas, como o céu azul, a luz do sol, os olhos de um bebê. Nossa respiração, por exemplo, pode ser muito prazerosa. Eu aprecio minha respiração todos os dias. Muitas pessoas, porém, só descobrem a alegria de respirar quando têm asma ou nariz entupido. Não precisamos esperar uma crise de asma para apreciar nossa respiração. A mente alerta para os preciosos elementos da felicidade é em si a prática da correta conscientização.
Esses elementos estão dentro de nós e ao nosso redor. Podemos apreciá-los a cada segundo das nossas vidas. Se agirmos assim, serão plantadas em nos sementes de paz, alegria e felicidade, e elas se fortalecerão. O segredo da felicidade é a própria felicidade. Onde quer que estejamos, à hora que for, temos a capacidade de apreciar o sol, a presença do outro, a maravilha da respiração. Não temos de viajar para nenhum lugar para isso. Podemos entrar em contato com esses elementos neste exato instante.
Para desenvolver a compreensão, é necessário que pratiquemos a atitude de ver todos os seres humanos com os olhos da compaixão. Quando compreendemos, amamos. E quando amamos, agimos naturalmente de forma que amenize o sofrimento das pessoas.
Que esta luz chegue no recanto de sua alma e faça florescer suas sementes boas, que com certeza são infinitas…
*Fonte de Pesquisa Paz a cada passo de Thich Nhat Hanh
10 jul

“E, atemorizado, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu.”
( Mateus 25:25)
Na parábola dos talentos, o servo negligente atribui ao medo a causa do insucesso em que se infelicita.
Recebera mais reduzidas possibilidades de ganho.
Contara apenas com um talento e temera lutar para valorizá-lo.
Quanto aconteceu ao servidor invigilante da narrativa evangélica, há muitas pessoas que se acusam pobres de recursos para transitar no mundo como desejariam. E recolhem-se à ociosidade, alegando o medo da ação.
Medo de trabalhar.
Medo de servir.
Medo de fazer amigos.
Medo de desapontar.
Medo de sofrer.
Medo da incompreensão.
Medo da alegria.
Medo da dor.
E alcançam o fim do corpo, como sensitivas humanas, sem o mínimo esforço para enriquecer a existência.
Na vida, agarram-se ao medo da morte.
Na morte, confessam o medo da vida.
E, a pretexto de serem menos favorecidos pelo destino, transformam-se, gradativamente, em campeões da inutilidade e da preguiça.
Se recebeste, pois, mais rude tarefa no mundo, não te atemorizes à frente dos outros e faze dela o teu caminho de progresso e renovação. Por mais sombria seja a estrada a que foste conduzido pelas circunstâncias, enriquece-a com a luz do teu esforço no bem, porque o medo não serviu como justificativa aceitável no acerto de contas entre o servo e o Senhor.
Do Livro Fonte Viva, de Emmanuel psicografado por Francisco Cândido Xavier
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22 jun
“O sonho chega como a expressão de um involuntário processo psíquico inconsciente, além do controle da mente consciente. Mostra a verdade interior e a realidade do paciente como efetivamente ela é: não como eu conjecturo que seja e não como ele gostaria que fosse, mas como é.”
(Carl Gustav Jung)
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29 mai
Conhecer Deus é estar tão pleno de alegria, que transborda e transmita abençoando o mundo.
Conhecem Deus? Sabem que há um poder maior que se manifesta dentro de nós e em todo lugar no universo? A isto chamo Deus. Sabem o que é conhecer Deus, ter a ajuda constante de Deus, uma consciência constante da presença de Deus? Conhecer Deus é refletir amor para toda gente e toda a criação. Conhecer Deus é sentir paz, interior uma calma, uma serenidade, uma imutabilidade que nos permite enfrentar qualquer situação.
Conhecer Deus é estar tão pleno de alegria, que transborda e transmita abençoando o mundo. Neste momento tenho somente um desejo: fazer a vontade de Deus para mim. Não há conflito. Quando Deus me guia a fazer uma peregrinação, faço-a com muito gosto.
Quando Deus me guia a fazer outras coisas, faço-as com o mesmo gosto. Se sou criticada pelo que faço, recebo de cabeça erguida. Se o que faço me trás um elogio, transmito-o imediatamente a Deus,porque sou apenas um instrumento através do qual Deus faz o trabalho.
Quando Deus me guia a fazer algo, Ele me dá a força, Ele me dá as provisões e me mostra o caminho. Ele me dá as palavras para falar. Seja a senda fácil ou difícil, caminho à luz do amor de Deus, da paz e do gozo e me volto para Deus com salmos de agradecimento e louvor. Isto é conhecer Deus. E conhecer Deus não está reservado aos grandes. É para a gente pequena como você e eu. Deus está sempre buscando-nos a cada um de nós.
Se seu desejo é encontrar Deus, pode encontrá-Lo obedecendo às leis divinas, amando as pessoas,renunciando à vontade pessoal, aos apegos, aos pensamentos e sentimentos negativos. Encontrará Deus no silêncio. Encontrará Deus dentro de si mesmo.
(Peregrina da Paz)
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25 mai

Existem também aqueles que portam auto-obsessão sutil, mais difícil de ser detectada. É, no entanto, moléstia que está grassando em larga escala atualmente.
Um médico espírita disse-nos, certa vez, que é incalculável o número de pessoas que comparecem aos consultórios, queixando-se dos mais diversos males — para os quais não existem medicamentos eficazes — e que são tipicamente portadores de auto-obsessão. São cultivadores de “moléstias fantasmas”.
Vivem voltados para si mesmos, preocupando-se em excesso com a própria saúde (ou se descuidando dela), descobrindo sintomas, dramatizando as ocorrências mais corriqueiras do dia-a-dia, sofrendo por antecipação situações que jamais chegarão a se realizar, flagelando-se com o ciúme, a inveja, o egoísmo, o orgulho, o despotismo e transformando-se em doentes imaginários, vítimas de si próprios, atormentados por si mesmos. Esse estado mental abre campo para os desencarnados menos felizes, que dele se aproveitam para se aproximarem, instalando-se, aí sim, o desequilíbrio por obsessão.
Do Livro: Obsessão e Desobsessão de Suely Caldas Schubert
Segundo Mário Mas, a maratona de muitas pessoas obsediadas é percorrer consultórios médicos, começar e não terminar psicoterapia, e procurar terapias alternativas com promessas de curas rápidas. Além disso, o aflito busca respostas nas mais diversas religiões sem muito êxito. O sofrimento dela perpassa entre o psíquico e o orgânico, deixando-a confusa se é um problema físico, psíquico ou espiritual. Por isso, vai ao médico, ao psicólogo e a religião. No Espiritismo ela vai encontrar respostas holísticas, mostrando a ligação entre a vida física, psíquica e espiritual.
Assista a entrevista completa do Psicólogo Mário Mas ao programa Transição: http://www.programatransicao.tv.br/programas/programa61.html
Ou no You Tube (1ª Parte)
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14 mai

Nessa semana tive que dizer um nãão com dois As a alguns entes queridos. Antes de dizer esse nãão eu fiquei refletindo durante duas semanas se devia dizer sim, ou dizer não, afinal, são familiares muito queridos. Nessas reflexões procurei ouvir a minha alma e na hipótese de dizer não, como eu diria sem magoá-los. Infelizmente muitas vezes temos que magoar as pessoas de nossa convivência. Mas quem sabe isso tudo não traria crescimento para eles? E eu tenho dentro de mim muito claro uma fala do Apóstolo Paulo, quando ele diz que “Todas as coisas colaboram para o bem daqueles que amam a Deus.”
Como eu estou decidida de parar com tudo que me tira do meu eixo e caso isso ocorra buscar sair rapidamente, sem ficar me martirizando. E também estou disposta a não ficar mais tentando agradar aos outros porque sei que não vou conseguir. Pensei comigo… Vou ser Eu, sem medo de ser Eu. Vou me encarar e bancar a postura que estou tomando.
E Eu disse: Não…
O mais interessante é que três dias depois num episódio, eu tive que criar coragem e dizer um nãããão muito maior. E enquanto a minha mente trabalhava rapidamente em dizer esse não sem magoar as pessoas do meu convívio que gosto muito eu me lembrei do meu último não. E percebi que eu fui preparada por duas semanas. Tive que dizer um não menor, para dizer um não maior.
Ao dizer sim eu teria que estar preparada à uma frustração muito grande por me sentir obrigada a fazer o que não queria, magoada por me sentir explorada, um enorme esgotamento pela sobrecarga. Portanto, era hora de pensar na preservação da minha saúde e um direito de exercer a minha liberdade de simplesmente dizer não. Ponto.
E ao mesmo tempo me perguntava: Porque devo sempre agradar? Por que eu mesma não devo ter consciência e respeitar os meus limites e saber até onde eu posso ir? É o outro quem deve dizer ou decidir por mim? Não, basta, chega…! E confesso a vocês não foi tão difícil e fiquei aliviada porque eu não quero mais bancar a boazinha, a perfeita, a salvadora do mundo. Perdi essa ilusão e não tenho mais essa expectativa comigo mesmo. Estou decidida a ser gente na minha simplicidade!
Ao chegar em casa foi que entendi que o meu Eu Superior me preparou durante duas semanas para dizer justamente esse não sem me sentir culpada, não pensei em agradar ninguém, mas em ser simplesmente Eu.
Realmente Paulo está certo: Tudo o que acontece na minha vida, colabora para o meu bem. Que aprendizado… Estou dizendo Não com mais assertividade, quando todos esperam e cobram o meu Sim!
Termino com uma mensagem de Jack Bianchi sobre aprendermos a respeitar os nossos limites.
Respeite os seus limites
Todo mundo tem limites. Até mesmo aqueles que não os conhecem.
Oportunamente, o esporte só fala em superar limites. Mas eu, agora, quero falar de um outro ponto de vista, sobre a mesma questão.
Respeite os seus limites. E se você não sabe quais são os seus limites, descubra! Não é só pela sua saúde. Nem só pelo seu emocional. Mas é por estar bem com você mesmo.
De quais limites eu falo? Todos eles! Limite de dedicação ao trabalho, alcoólico, de dormir menos do que precisa, da idade, do peso. Limite de se submeter a cargas emocionais excessivas. De absorver dores que não são suas. E tantos outros…
Lembre-se: Na dúvida, nunca ultrapasse!
É a prudência que vem com o tempo? É a voz dos nossos pais falando dentro de nós? É, pode ser. Mas não respeitar os seus limites é exigir de você mais do que você realmente suporta. E uma coisa é certa: agindo assim, uma hora a coisa estoura.
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-Parei com tudo
10 mai

Quando lutamos, o conflito é entre o que somos e o que deveríamos ou desejamos ser. Pois bem; sem se procurarem explicações, pode-se compreender todo esse processo de luta, de modo que ele termine? Como aquele barco levado pelo vento, pode a mente existir sem luta? A questão é esta, sem dúvida, é não como alcançar um estado em que não haja luta.
O próprio esforço para alcançar tal estado é, em si, um processo de luta e, por conseguinte, aquele estado nunca pode ser alcançado. Mas, se observardes, momento por momento, como a mente se deixa colher nesse torvelinho de incessante luta – se observardes simplesmente o fato, sem tentar alterá-lo, sem impor à mente um certo estado que chamais “de paz” – vereis que, espontaneamente, a mente deixará de lutar; e nesse estado ela é capaz de aprender infinitamente.
Aprender já não é, então, mero processo de acumular conhecimentos, porém de descobrimento de extraordinárias riquezas existentes além do alcance da mente; e para a mente que faz tal descobrimento, há grande alegria.
Observai a vós mesmos, para verdes como lutais da manhã à noite, e como vossa energia se dissipa nessa luta. Se tratardes apenas de explicar por que lutais, ficareis perdido numa floresta de explicações e a luta prosseguirá; mas se, ao contrário, observardes vossa mente, com serenidade e sem dardes explicações; se deixardes simplesmente que vossa mente esteja cônscia de sua própria luta, vereis que muito depressa surgirá um estado no qual nenhuma luta haverá, um estado de extraordinária vigilância.
Nessa vigilância, não há idéia de “superior” e “inferior”, não há homem importante nem homem insignificante, não há guru. Todos esses absurdos desapareceram, por que a mente está inteiramente desperta; e a mente de todo desperta está cheia de alegria…
(Alegria de viver – J. krishnamurti)
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1 mai
Já alguma vez cogitasses no por que muitas pessoas, ao se tornarem mais velhas, parecem perder toda a alegria de viver? No momento, a maioria de vós, que sois jovens, é relativamente feliz; tendes vossos pequenos problemas, vossas preocupações sobre os exames, mas, apesar dessas perturbações, há, em vossa vida, uma certa alegria, não é verdade? Há uma espontânea e natural aceitação da vida, uma visão das coisas despreocupada e feliz.
Mas, por que razão, ao nos tornarmos mais velhos, parecemos perder aquele ditoso pressentimento de algo transcendental, algo de mais significativo? Por que tantos de nós, ao alcançarmos a chamada maturidade, nos tornamos embotados, insensíveis à alegria, à beleza, ao céu sereno e às maravilhas da terra? Quando urna pessoa faz a si própria esta pergunta, muitas explicações acodem-lhe ao espírito.
Temos muito interesse em nós mesmos – esta é uma delas. Lutamos para nos tornarmos alguém, para alcançarmos e conservarmos uma certa posição; temos filhos e outras responsabilidades, e ternos de ganhar dinheiro. Todas essas coisas que se agitam em nosso interior não tardam a deprimir-nos, e perdemos assim a alegria de viver. Vede os rostos dos mais velhos, de vosso círculo de conhecimentos, tristes que são, em maioria, e gastos, adoentados, reservados, alheados, não raro neuróticos, sem um sorriso. Não perguntais a vós mesmos por que são assim? E mesmo quando indagamos o porquê disso, a maioria de nós parece satisfazer-se com meras explicações.
Ontem de tarde vi um barco que subia o rio, de velas pandas, impelido pelo vento oeste. Era um barco grande e transportava pesada carga de lenha destinada à cidade. O sol se punha e a embarcação, desenhada contra o céu, mostrava singular beleza. O barqueiro só tinha de guiá-la; nenhum esforço era necessário, pois o vento fazia todo o trabalho. Analogamente, se cada um de nós compreendesse o problema da luta e do conflito, penso que poderíamos viver sem esforço, felizes, de rosto sorridente.
Para mim, é o esforço que nos destrói, esse lutar em que despendemos quase todos os momentos de nossa vida, Se observardes, ao redor de vós, as pessoas mais velhas, podereis ver que para quase todos a vida é uma série de batalhas consigo mesmos, com suas mulheres ou maridos, com seu próximo, com a sociedade; e essa luta incessante dissipa energia. O homem que vive alegre, verdadeiramente feliz, está livre de todo esforço. Viver sem esforço não significa tornar-se estagnado, embotado, estúpido; ao contrário, só os homens sensatos, altamente inteligentes, estão verdadeiramente livres do esforço e da luta.
Mas, quando ouvimos falar em viver sem esforço, queremos viver assim, desejamos alcançar um estado em que não haja luta nem conflito; tornamo-lo, pois, esse estado, nosso alvo, nosso ideal, e por ele lutamos; e desde esse momento perdemos a alegria de viver. Estamos de novo empenhados em esforço, luta. O objeto da luta varia, mas toda luta é essencialmente a mesma.
Um luta pela promoção de reformas sociais, ou para achar Deus, ou para criar melhores relações no lar ou com o próximo; outro senta-se à margem do Ganges ou se prostra devotamente aos pés de um guru – etc. etc. Tudo isso representa esforço, luta. O importante, por conseguinte, não é o objeto da luta, porém, sim, compreender a própria luta.
Ora, é possível a mente não apenas perceber ocasionalmente que não está a lutar, porém estar a todas as horas completamente livre de esforço, de modo que possa descobrir um estado de alegria em que não haja nenhuma idéia de superioridade e inferioridade?O caso é que a mente se sente inferior e por esta razão luta para “vir a ser” alguma coisa, ou conciliar seus vários desejos contraditórios. Mas, não estejamos a dar explicações sobre por que a mente tanto luta. Todo homem que pensa sabe por que há luta, interior e exteriormente. Nossa inveja, avidez, ambição, nosso espírito de competição, que nos impele à mais impiedosa eficiência – são obviamente estes os fatores que nos fazem lutar, no mundo atual ou no mundo do futuro. Por tanto, não temos necessidade de estudar livros de psicologia para sabermos por que lutamos; e o que certamente, tem importância é que descubramos se a mente pode ficar totalmente livre de luta.
(Alegria de viver – J. krishnamurti)
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- Livrar-se do esforço da luta





(Cantinho da Luz)
Esta pombinha viaja de blog em blog, ajude-a a levar a paz ao mundo levando-a para o seu. Pousou no meu no dia 12/09/09.


