Cantinho da Luz

Paz e Luz!


Você é capaz de ver a centelha divina em toda pessoa que encontra? Consegue se colocar no lugar do outro e ter compaixão? São Francisco de Assis era assim, projetava a sua sombra positiva em todos seres, ou seja, conseguia ver o ser divino em cada coisa que encontrava. Um espírito mais evoluído sabe que a maldade é transitória e que depois de todas as experiências pelas quais passamos após varias reencarnações são para que aprendamos a deixar brilhar a nossa luz divina, e só o BEM prevaleça em nossa vida.

Em certa ocasião alguns malfeitores com o objetivo de assaltar as pessoas foram habitar um bosque localizado nas proximidades do Convento Franciscano de Monte Casale. Todavia, com fome e sem nada para comer, foram pedir pão aos frades. Ouviram a resposta que não ficava bem para a Comunidade Religiosa dar-lhes esmola, porque eles eram assaltantes e ladrões.

Francisco que nesta mesma ocasião, visitava esse Convento, foi questionado pelos frades que lhe perguntaram se era bom dar esmolas aos assaltantes. O Santo lhes respondeu:

-“Meus filhos, se fizerem como vou dizer-lhes, tenho a esperança de conseguir diante de DEUS, a salvação das almas daqueles homens. Preparem uma boa quantidade de pão e vinho e levem ao bosque, onde eles se encontram. Convide-os em voz alta dizendo assim: Irmãos assaltantes, venham cá sem medo, nós somos frades e lhes trazemos pães e vinho! Com certeza eles virão e logo ajeitarão uma toalha no chão, arrumando-a como se arruma uma mesa e vocês, humildemente deverão servi-los e permanecer alegres enquanto eles comem. Depois, quando acabarem de comer, vocês deverão falar-lhes sobre DEUS, ensinando-lhes o imenso Amor do CRIADOR por cada um de seus filhos.

-E por último, complementando esta prova de amizade que vocês vão oferecer-lhes, peçam-lhes um favor: Deles prometerem ao assaltar as pessoas, não matar ninguém e nunca maltratá-las com golpes e socos. Procedendo assim, seguramente eles não negarão, consentirão em lhes fazerem a promessa, isto, em troca da bondade e do procedimento humilde de vocês.”

-“No dia seguinte, deverão visitá-los outra vez com a desculpa de lhes agradecer a promessa que fizeram, e deverão levar-lhes além de pães e vinho, alguns ovos frescos cozidos e um bom queijo. Com certeza eles ficarão muito felizes. Quando tiverem terminado de comer, deverão dizer-lhes: Irmãos nossos, porque ficam aqui passando fome e suportando o calor e o frio, além de comprometerem a salvação de suas almas? Melhor fariam se servissem ao SENHOR, porque ELE não deixará de conceder-lhes o que necessitam, ao mesmo tempo em que salvará as suas almas!”

-“Com estas palavras, meus filhos, afirmo-lhes que o SENHOR providenciará a conversão daqueles pobres coitados, em recompensa pela humildade, paciência e boa vontade de cada um de vocês!”

Os frades foram e fizeram como Francisco lhes ensinou e aconteceu exatamente como ele havia previsto. Enquanto alguns permaneceram indiferentes, diversos daqueles homens se empenharam em agradecer aos frades a confiança e demonstração de amizade, procurando sempre de alguma maneira retribuir, trazendo-lhes lenha e ajudando em serviços mais pesados. Finalmente, alguns deles foram despertados pelo chamado Divino e entraram na Ordem dos Franciscanos.

“És livre para imprimir na tua existência o padrão de felicidade ou de aflição com o qual desejas conviver”– Joana de Angelis

A vida social é natural?

LIVRO DOS ESPIRITOS: CAP VI: Leis de sociedade 766: A vida social é natural?

_ Certamente. Deus fez o homem para viver em sociedade. Deus não deu inutilmente ao homem a palavra e todas as outras faculdades necessárias à vida de relação.

No entanto, para efeitos didáticos, analisemos as etapas que costuma suceder-se na vida afetiva ao longo dessa caminhada DO APRENDER A CONVIVER, dentro da relação eu e o outro, para quantos tomam contato com as luzes do Espiritismo:

Desejo de melhora – período em que nos ocupamos pelas ações no bem. Etapa marcada pelo conhecimento espiritual criando conflitos íntimos, impulsionando novos posicionamentos. A necessidade de mudança será proporcional ao nível de maturidade de cada criatura. Nessa fase o outro ainda é uma referência de incômodo, disputa e ameaça, quase um adversário para quem são dirigidas cobranças não suportáveis a si mesmo. Tal estado psicológico instiga o julgamento inflexível através da análise para fora. O principal traço afetivo é a simpatia pelos iguais, aqueles que pensam conforme pensamos, que esposam pontos de vista idênticos. Embora seja um instante de muita “convulsão” nas metas e propósitos de vida, é quando o homem se define por uma nova opção de melhora com base na vida futura, na imortalidade e na ascensão. O convite ético do Espiritismo chega-lhe como consolo e também um abalo nas convicções. Mesmo o próximo não sendo ainda respeitado na sua diferença, trata-se do início da morte da indiferença. Apesar de não aceitar os diferentes, já se incomoda com eles, querendo modificá-los: um efetivo sinal de mutação na forma de sentir. Afetivamente não é uma postura ajustada, mas é uma estrada que se abre para superar a tendência de marginalização e impulso para repensarmos a nossa individualidade, até alcançarmos a interiorização.

Interiorização – se na fase anterior a prioridade era a ação, aqui o aprendiz das questões do espírito volta-se para estudar suas reações íntimas. O conhecimento sai da esfera puramente intelectiva para o campo das reflexões sentidas, motivando a busca de estados mentais de harmonia. O “outro” promove-se à condição de espelho das necessidades de nosso aperfeiçoamento, uma extensão de nós próprios que deflagra o processo educativo; afetivamente toma a conotação daquele que nos leva a novos e mais elevados sentimentos. Esse é o estado psicológico da busca de entendimento e do autoconhecimento, uma análise para dentro. Há uma dilatação da sensibilidade para com a diferença alheia, seguida de mais intensa aceitação, disposição para o perdão e a concórdia. Começa-se assim a compreensão da importância que tem a diversidade de aptidões. O desigual passa a ser visto como alguém importante para o nosso crescimento pessoal. A maleabilidade, a assertividade, a empatia e outras habilidades emocionais passam a ser usadas com mais intensidade. Todas essas posturas sedimentam valores novos no rumo da transformação.

Transformação – os valores interiorizados atingem o campo dos sentimentos, é a mudança real. O outro é alteridade, distinção; é o estado psicológico do amor em que a diferença do outro passa ser incondicionalmente aprovada e, mais que isso, compreendida como indispensável lição de complementaridade. Nessa etapa aprende-se não só a aceitar os diferentes como se consegue aprender com eles, amá-los na sua maneira de ser. É a etapa da felicidade. O outro jamais poderá ser motivo para decepções e mágoas. Ainda que as tenhamos saberemos como lidar bem com essas emoções. A autonomia e a liberdade não permitem amarras e dependência, opressão e sentimentalismo. Aprende-se o auto-amor e por conseqüência ama-se sem sofrimento, sem sacrifícios; ama-se porque o amor é preenchedor e isso, definitivamente, basta. Jesus, na Parábola do Semeador, quando fala dos vários terrenos em que foram distribuídas as sementes, deixa-nos um tratado sobre a alteridade e suas etapas. Os solos da narrativa correspondem aos níveis evolutivos em que cada qual dará frutos, conforme suas possibilidades.

O aprendizado da reforma íntima, inevitavelmente, percorre esses degraus de aprimoramento. A análise sincera dos sentimentos que se movimentam na esfera dos corações nessa marcha de crescimento nos permitirá proceder ao conhecimento de si próprio com mais êxito. Não esqueçamos, em nosso favor, que em qualquer tempo e lugar, diferenças não são defeitos, os diferentes necessariamente não são oponentes, e a indiferença é o recolhimento egoísta do afeto na escura masmorra do desamor. Nossa harmonia é construída no cultivo das virtudes da indulgência, da fraternidade e do acolhimento. Ação, reação, transformação: caminhos da alteridade.

Morte da indiferença, autoconhecimento, amor: caminhos da felicidade. Em quaisquer etapas: sempre alteridade na erradicação do personalismo.

Fonte:
-Livro dos Espíritos
-Mereça ser feliz – Wanderley S. de Oliveira pelo espírito Ermance Dufaux

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A arte de elevar-se

Depende de nós, fazermos o nosso Paraíso ou o nosso Inferno aqui na Terra. Depende mais de nossas escolhas e daquilo que damos mais força. Isso me fez lembrar uma pequena história:

Uma noite, um velho índio Cherokee contou ao seu neto sobre uma batalha que acontece dentro das pessoas.

Ele disse:

- Meu filho, a batalha é entre dois lobos dentro de todos nós.

Um é mau: é a raiva, a inveja, o ciúme, a tristeza, o desgosto, a cobiça, a arrogância, a pena de si mesmo, a culpa, o ressentimento, a inferioridade, as mentiras, o orgulho falso, a superioridade e o ego.

O outro é bom: é a alegria, a paz, a esperança, a serenidade, a humildade, a bondade, a benevolência, a empatia, a generosidade, a verdade, a compaixão e a fé.

O neto pensou naquilo por alguns minutos e perguntou ao seu avô:

- Qual o lobo que vence?

O velho Cherokee simplesmente respondeu:

- O que você alimenta.

Bom, mas o que eu queria compartilhar com vocês é uma das muitas histórias escritas pelo Irmão X através do nosso querido Chico Xavier e façam as suas próprias conclusões.

********** ********* ********** ********* *********

Delfim Mendes era estudante aplicado, na escola do Espiritualismo cristão, sempre atencioso nas discussões filosóficas, a cujo brilho emprestava diligente cooperação; entretanto, fugindo aos testemunhos pessoais no trabalho renovador, vivia em regime de perenes reclamações. Interpretava os ricos por gênios malditos do desregramento e os pobres por fantasmas do desespero.

A cada passo, asseverava sob escura revolta:

- A Terra é um despenhadeiro de sombras sem fim… Como nos livraremos deste horrível sorvedouro?

Tanto se habituou às queixas infindáveis que, certa noite, quando Fabiano, o Espírito-diretor da reunião que freqüentava, expunha conclusões evangélicas de alto sentido, desfechou-lhe vasta dose de extemporâneas indagações:

- Benfeitor amado, como conquistar o desligamento do purgatório do mundo? Por todos os lugares da Terra, vejo a maldade dominante. Nas pessoas incultas reparo a preguiça sistemática. De todos os ângulos da existência, no plano selvagem em que nos encarnamos, surgem aguilhões…

E, quase lacrimejante, rematara:

- Que fazer para fugir desta moradia tenebrosa da expiação?

O Espírito amigo escutou, benevolamente, e quando o silêncio voltou a pesar na assembléia, comentou, bondoso:

- Um homem trabalhador, depois da morte, em razão de certo relaxamento espiritual, foi colhido pelas redes de Satanás e desceu aos infernos, ralado de espanto e dor. Lá dentro, passou a ver as figuras monstruosas que povoavam o abismo e, por muitos dias consecutivos, gemeu nos tanques móveis de lava comburente. Acostumado, porém, ao esforço ativo, pouco a pouco se esqueceu dos poços vulcânicos que o cercavam e sentiu fome de trabalho benéfico. Arrastou-se, dificilmente, para fora da cratera em que jazia atolado até à cintura e, depois de perambular pelas margens, à maneira dum réptil, encontrou um diabo menor, com o braço desconjuntado, e deu-se pressa em socorrê-lo. Esforçou-se, ganhou posição sobre uma trípode, que se destinava ao arquivo de velhas tridentes esfogueadas, e agiu, tecnicamente, restituindo-lhe o equilíbrio. O perseguidor, algo comovido, incumbiu-se de melhorar-lhe a ficha. Daí a momentos, uma sereia perversa passou, exibindo defeituosa túnica, como quem se dirigia a zonas festivas. O prestimoso internado pediu permissão para ajudá-la, afirmando haver trabalhado num instituto de beleza terrestre, e tantos laçarotes lhe aplicou à vestimenta que a criatura diabólica se afastou, reconhecida.

Continuando a arrastar-se, encontrou um grupo de condenados a cavar profunda cisterna, e, conhecedor que era do problema, forneceu-lhes valiosas instruções. Encorajado pelos elogios de todos, seguiu caminho para diante, no pavoroso domínio de que era prisioneiro, encontrando um gigante do mal, caído por terra, a vomitar lodo e sangue, depois de conflito feroz com poderoso inimigo, mais vigoroso em brutalidade. O dedicado colaborador do bem apiedou-se dele e guardou-lhe a horrenda cabeça entre as mãos. Como não possuísse adequado material de socorro, soprou-lhe ao coração, com o desejo ardente de infundir-lhe novo ânimo e, com efeito, o gênio maléfico despertou, sensibilizado, e contemplou-o com o enternecimento que lhe era possível.

A fama do piedoso sentenciado espalhou-se e um dos grandes representantes de Satanás chegou a solicitar-lhe os serviços num caso melindroso, em que se fazia imperiosa a colaboração de uma pessoa competente, humilde e discreta. Com tamanho acerto agiu o encarcerado que a direção do abismo conferiu-lhe o direito da palavra. E o trabalhador, lembrando o ensinamento do Mestre que determina seja dado a César o que é de César e a Deus o que é de Deus, não afiançou, de público, que os demônios deviam ser multiplicados, mas começou a dizer que os gênios das sombras eram grandes senhores, naturalmente por Vontade do Eterno, e que deviam ser respeitados em seus tronos de borralho luminescente, acrescentando, mais, que tanto quanto o buril que aperfeiçoa a pedra é honrado pelo ingrato labor que desempenha, assim também os diabos deviam ser reverenciados por benfeitores das almas, lapidando-as para a espiritualidade superior. Multiplicando pregações de amor, obediência e esperança, fez-se querido de todo o povo das trevas, imperando nas almas das vítimas e dos verdugos.

Desde então, com assombro comum, o padrão de sofrimento no inferno começou a baixar. As almas atormentadas adquiriram vasta paciência, as imprecações e blasfêmias foram atenuadas, os gemidos quase desapareceram e os próprios algozes multisseculares se comoviam, inesperadamente, aos primeiros vagidos da piedade que lhes nascia no peito. Alterou-se a situação de tal maneira que Satanás, em pessoa, veio observar a mudança e, depois de informado quanto aos estranhos acontecimentos, ordenou que o trabalhador fosse expulso. Naturalmente aquele homem estaria no inferno, em razão de algum equívoco, e a permanência dele, no trevoso país de que era soberano, perturbava-lhe os projetos. Desse momento em diante, o servidor do trabalho digno fez-se livre, colocando-se na direção do Reino da Paz…

Nesse ponto, o guia espiritual interrompeu a narrativa e, talvez porque Delfim Mendes o contemplasse, expectante, riu-se, bondoso, e concluiu:

- Você, Delfim, sente-se na Terra como se estivesse no inferno, Pense, fale e procure agir, como se fosse no Céu, e o próprio mundo restituirá você ao Paraíso, compreende?
O irrequieto companheiro enterrou a cabeça nas mãos alongadas, mas não respondeu.

Fonte: Livro Estante da Vida – Pelo Espírito “Irmão X” – Psicografia Francisco C. Xavier

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  • Categoria(s): Espiritismo
  • Conviver

    Conviver é, de fato, um desafio. A humanidade terrena, nesse início do terceiro milênio, começa a se preocupar em delinear nos seus projetos educacionais a habilidade de “aprender a conviver” como um dos quatro magistrais pilares (Jacques Delors: 1998: UNESCO aprender a: conhecer, conviver, fazer e ser)para todos os conteúdos das escolas do mundo. Muito relevante essa medida, tomando por base que esse será o milênio do homem interior, em contraposição aos últimos mil anos que fundamentaram a era do homem exterior, o homem das conquistas para fora, sendo agora o momento das conquistas e vitórias íntimas: a era do amor falado, sentido e aplicado.

    O exercício do APRENDER A CONVIVER pode ser o resultado da soma de três características da inteligência emocional:
    EMPATIA + ALTERIDADE + RESILIÊNCIA.

    A empatia nos habilita a buscar entender o outro, a alteridade a aceitar o fato de que o outro é diferente de nós, mas nem por isso é nosso inimigo; a resiliência nos capacita a sermos mais flexíveis conosco e com o outro, sem abrir mão de nossos princípios nem ficar em dívida com a consciência.

    Olhe para os dedos de sua mão. Eles são diferentes. Ainda bem. Exatamente por serem diferentes eles são harmoniosos quando vistos em conjunto. Já imaginou se eles fossem todos iguais? Certamente teríamos dificuldade de fazer o que fazemos de maneira tão natural. A humanidade, pode-se dizer, é semelhante a uma mão. Somos diferentes numa família. Somos diferentes numa região. Somos diferentes numa nação. A diferença é inerente, portanto, à natureza humana. Que bom que assim seja. Mesmo óbvio este raciocínio, o homem tem demonstrado ao longo de sua história ser incapaz de reconhecer e conviver pacificamente com o diverso, com o plural.

    Em função disso, ele tem alimentado as guerras, os movimentos de intolerância de toda sorte, as antipatias gratuitas, os separatismos, o racismo, a exclusão, a intolerância, a discórdia, o seu próprio desequilíbrio, enfim.

    *Fonte de Pesquisa:
    - Mereça Ser Feliz – Ditado Pelo Espírito Ermance Dufaux – Psicografia de Wanderley S. de Oliveira

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  • Categoria(s): Bem viver
  • O Poder da Aceitação

    O Poder da Aceitação (Chafic Jbeili)

    A aceitação é uma importante disposição para quem deseja o sucesso, a prosperidade e a felicidade. Para obtê-las é preciso primeiro aceitá-las mentalmente. Por isso, muitas pessoas correm tanto atrás dessas coisas e – propositadamente – não as alcançam. No fundo, no fundo elas não acreditam que podem e merecem ser felizes. A aceitação é também como uma semente de paz e de serenidade que tantas pessoas possuem guardada, mas que por algum motivo não se dispõem a plantá-las para que essas prosperem e dêem frutos.

    As pessoas que não usufruem do poder da aceitação são sempre mais estressadas e reativas. São, aos seus próprios olhos, mais dignas das situações negativas do que propriamente do sucesso e da prosperidade. Resistem ao prazer. Ficam ansiosas e sentem um certo desconforto se, por exemplo, estiverem gozando de progresso e relativo sucesso, achando continuamente que alguma coisa vai dar errado e, até cooperam para isso. Interpretam a sensação de felicidade como presságio de uma inevitável desgraça pois, vovó já dizia: “muito riso é sinal de choro!” ou “Santo quando vê muita esmola, desconfia!”. Cuidado com essas crenças inadequadas.

    O poder da aceitação não sugere o acolhimento autopiedoso de si mesmo e não deve ser interpretado como ato passivo a um estado, humano ou circunstancial, final, estagnado e imutável. Antes, é reconhecer o que se é, e o que se tem, como ponto de partida para ser ou conquistar aquilo que se pretende. É estar consciente de suas reais capacidades sem contudo subestimar suas potencialidades. O acolhimento de si mesmo, do outro e das circunstâncias, como esses se apresentam é uma das primeiras disposições para quem pretende gozar paz de espírito e se reconciliar com a vida. Pessoas tranqüilas e serenas têm mais chances de acertarem em suas escolhas (e nas provas de concurso!), correm menos riscos de doenças e gozam qualidade de vida, a despeito de suas posses. Contestar a vida, a morte ou o azar é perda de tempo. Experimente deixar sua vida fluir naturalmente como flui um rio. Experimente não tentar controlar o tempo ou mudar as pessoas do seu convívio diário. Experimente fazer sua agenda do dia, da semana ou do mês, como tarefas passíveis de realização e não como infalíveis acontecimentos. Aceite suas perdas e curta suas conquistas, aceite de coração aberto o que a vida lhe oferece e, com responsabilidade, as propostas que recebe. Regozije-se com seu sucesso!

    Da mesma forma que ninguém pode respirar sua cota de oxigênio, ninguém também poderá usufruir da sua cota de felicidade, de paz e de serenidade. Esses elementos são seus e estão, agora mesmo, à sua disposição. Use o poder da aceitação para reforçar esse pensamento: Cada pessoa só pode usufruir daquilo que era para ela mesma. Aceite isso, aceite desafios e aproveite a vida!

    Fonte: http://chaficjbeili.blogspot.com/2008/04/o-poder-da-aceitao-chafic-jbeili.html

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  • Categoria(s): Psicologia
  • A origem do medo

    A doença psicológica do medo não está presa a qualquer perigo imediato concreto e verdadeiro. Manifesta-se de várias formas, tais como agitação, preocupação, ansiedade, nervosismo, tensão, pavor, fobia, etc. Esse tipo de medo psicológico é sempre de alguma coisa que poderá acontecer, não de alguma coisa que está acontecendo neste momento. Você está aqui e agora, ao passo que a sua mente está no futuro. Essa situação cria um espaço de angústia. E, caso estejamos identificados com as nossas mentes e tenhamos perdido o contato com o poder e a simplicidade do Agora, essa angústia será nossa companhia constante. Podemos sempre lidar com uma situação no momento em que ela se apresenta, mas não podemos lidar com algo que é apenas uma projeção mental. Não podemos lidar com o futuro.

    Além do mais, enquanto estivermos identificados com a mente, o ego regerá as nossas vidas. Por conta da sua natureza ilusória e apesar dos elaborados mecanismos de defesa, o ego é muito vulnerável e inseguro e vê a si mesmo sob constante ameaça. Esse é o caso aqui, mesmo que o ego seja muito confiante, em sua forma externa. Agora, lembre-se de que uma emoção é a reação do corpo à mente. Que mensagem o corpo está recebendo permanentemente do ego, o falso eu interior construído pela mente? Perigo está sob ameaça. E qual é a emoção gerada por essa mensagem permanente? Medo é claro.

    O medo parece ter várias causas. Tememos perder, falhar, nos machucar, mas em última análise todos os medos se resumem a um só: o medo que o ego tem da morte e da destruição. Para o ego, a morte está bem ali na esquina. No estado de identificação com a mente, o medo da morte afeta cada aspecto da nossa vida. Por exemplo, mesmo uma coisa aparentemente trivial ou “normal”, como a necessidade compulsiva de estar certo em um argumento e demonstrar à outra pessoa que ela está errada, acontece por causa do medo da morte. Se estivermos identificados com uma atitude mental e descobrirmos que estamos errados, nosso sentido de eu interior baseado na mente correrá um sério risco de destruição. Portanto, assim como o ego, você não pode errar. Errar é morrer. Muitas guerras foram disputadas por causa disso, e inúmeros relacionamentos foram destruídos. Uma vez que não estejamos mais identificados com a mente, não faz a menor diferença para o nosso eu interior estarmos certos ou errados. Assim, a necessidade compulsiva e profundamente inconsciente de termos sempre razão -o que é uma forma de violência – vai desaparecer. Você poderá declarar de modo calmo e firme como se sente ou o que pensa a respeito de algum assunto, mas sem agressividade ou qualquer sentido de defesa. O sentido do eu interior passa a se originar de um lugar profundo verdadeiro dentro de você, não mais de sua mente.

    Tenha cuidado com qualquer tipo de defesa dentro de você. Está se defendendo de quê? De uma identidade ilusória, de uma imagem em sua mente, de uma entidade fictícia. Ao trazer esse padrão à consciência, ao testemunhá-lo, você deixa de se identificar com ele. À luz da sua consciência, o padrão de inconsciência irá se dissolver rapidamente. Esse é o fim de todos os argumentos e jogos de poder, tão prejudiciais aos relacionamentos. O poder sobre os outros é a fraqueza disfarçada de força. O verdadeiro poder é interior e está à sua disposição agora.

    A mente procura sempre negar e escapar do Agora. Em outras palavras, quanto mais nos identificamos com as nossas mentes, mais sofremos. Ou ainda, quanto mais respeitamos e aceitamos o Agora, mais nos libertamos da dor, do sofrimento e da mente. Se não quer gerar mais sofrimento para você e para os outros, se não quer acrescentar mais nada ao resíduo do sofrimento do passado que ainda vive em você, não crie mais tempo, ou, pelo menos, não mais do que o necessário para lidar com os aspectos práticos da sua vida. Como deixar de criar tempo?

    Tendo uma profunda consciência de que o momento presente é tudo o que você tem. Faça do Agora o foco principal da sua vida. Se antes você se fixava no tempo e fazia rápidas visitas ao Agora, inverta essa lógica, fixando-se no Agora e fazendo visitas rápidas ao passado e ao futuro quando precisar lidar com os aspectos práticos da sua vida. Diga sempre “sim” ao momento atual.

    Eckhart Tolle

    Fonte: http://universonatural.wordpress.com/2010/12/12/a-origem-do-medo/

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  • Categoria(s): Psicologia
  • Juntando os cacos

    Um dia eu ouvi uma expressão de uma psicóloga da necessidade de “estilhaçar o nosso ego”, para vermos o quanto nós conseguimos lidar com as adversidades e contrariedades da vida e se somos fortes o bastante, para sairmos vitoriosos do embate e confiantes em nós mesmos, em Deus, na vida.É um teste de fogo. Já postei aqui a mensagem “Após a tempestade vem a bonança” que fala também de nossos embates morais e internos, que parecem que vão durar uma eternidade, mas eis que um dia as coisas clareiam e acordamos num belo dia, olhamos o sol radiante que sempre esteve do mesmo jeito, respiramos fundo e dizemos para nós mesmos: Ufa, passou.

    Hoje eu presenciei a angústia de uma amiga ao ter que passar por este processo de “estilhaçar o ego”, e por mais que todas as amigas tentassem confortá-la, a dor que ela sentia só ela mesma sabia. E a dor dela doeu. Doeu não só nela, mas em todas nós que estávamos ali.

    Depois eu fiquei pensando/refletindo com os meus botões: quantas vezes nós passamos por isso em nossas vidas? Quantas vezes tivemos que juntar os cacos? Me lembrei de um refrão de uma música: “Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima”. É é isso mesmo, quantas vezes, temos que juntar os cacos, levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima, não com orgulho, mas com humildade.

    A humildade de ver nesse acontecimento a oportunidade de termos passado por uma lição nova na vida. Resta a pergunta que devemos fazer a nós mesmos: aprendi a lição? aprendi a ter mais compaixão pelos outros depois da minha dor? Senão… ai, ai, ai, vamos ter que passar tudo de novo, mas de outra forma, e talvez de uma maneira mais dura.É como eu disse algumas vezes aqui, vamos buscar aprender as lições da vida com amor, porque hum… a dor dói!

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  • Categoria(s): Reflexões
  • Paz Pela Paz

    Paz Pela Paz
    Composição: Nando Cordel

    A paz do mundo
    Começa em mim
    Se eu tenho amor,
    Com certeza sou feliz
    Se eu faço o bem ao meu irmão,
    Tenho a grandeza dentro do meu coração
    Chegou a hora da gente construir a paz
    Ninguém suporta mais o desamor

    Paz pela paz – pelas crianças
    Paz pela paz – pelas florestas
    Paz pela paz – pela coragem de mudar.
    Paz pela paz – pela justiça
    Paz pela paz – a liberdade
    Paz pela paz – pela beleza de te amar.

    (repetir a 1ª estrofe)

    Paz pela paz – pro mundo novo
    Paz pela paz – a esperança
    Paz pela paz – pela coragem de mudar.
    Paz pela paz – pela justiça
    Paz pela paz – a liberdade
    Paz pela paz – pela beleza de te amar.

    flores13

    Recebi essa mensagem e gostaria de compartilhar com todos vocês…

    Quem feriu você, já feriu e já passou. Lá na frente encontrará o inevitável retorno e pelas mãos de outrem, se merecer, será ferido também.
    A Vida se encarregará de dar-lhe o troco e você, talvez, jamais fique sabendo.
    O que importa de verdade é o que você sentiu e, mais importante, é o que ainda você sente:
    Mágoa? Rancor?
    Ressentimento? Ódio?
    Você consegue perceber que esses sentimentos foram escolhidos por você?
    Somos nós que escolhemos o que sentir diante de agressões e de ofensas.

    Quem nos faz o mal é responsável pelo que faz, mas NÓS somos responsáveis pelo que sentimos.
    Essa responsabilidade tem a ver com o Amor que devemos e temos que sentir por nós mesmos.
    O ofensor fez o que fez e o momento passou, mas o que ficou aí dentro de você?
    Mágoa?
    - Você sabia que de todas as drogas ela é a mais cancerígena?
    Pela sua própria saúde, jogue-a fora.
    Rancor?
    - Ele é como um alimento preparado com veneno irreconhecível: dia mais, dia menos, você poderá contrair doenças de cujas origens nem suspeitará.
    Ressentimento?
    - Pois imagine-se vivendo dentro de um ambiente constantemente poluído, enfumaçado, repleto de bactérias e de incontáveis tipos de vírus: é isso que seu coração e seus pulmões estão tentando agüentar. Até quando você acha que eles vão resistir?
    Ódio?
    - Seus efeitos são paralisantes. Seu sistema imunológico entrará em conflito com esse veneno que com o tempo poderá colocar você face a face com a morte e talvez muito tarde você venha a perceber que melhor seria ter deixado que seu agressor colhesse os frutos do próprio plantio. Por seu próprio Bem e pelo seu Bem, perdoe.

    O perdão o libertará e o fará livre para ser feliz. Esqueça o mal que lhe foi feito. Deixe o seu ofensor de lado, e não penses nele com ímpetos de vinganças. Siga a sugestão. Se desejas ser feliz por um dia: vinga-te. Se desejas ser feliz por toda a vida: PERDOE
    Mude seu destino …Não permita que suas emoções negativas dominem os seus sentimentos. Seja o(a) comandante da sua nau!
    Escolha o melhor caminho para sua “viagem”
    E se outras vezes o ferirem, perdoe …
    Perdoe … Como Cristo perdoou os que o crucificaram.
    Que DEUS, em sua infinita bondade,
    Cubra você e sua família de muita Paz,
    Saúde e Prosperidade…

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  • Categoria(s): Bem viver
  • espirito11

    “A memória espiritual de modo geral não é de fácil acesso. Embora se conserve constantemente ativa, mantendo permanente troca de informações com a memória cerebral e sustentando as forças que integram a nossa personalidade, os espíritos de mediana evolução não guardam a capacidade de penetrar-lhe os preciosos arquivos. O pleno acesso ao seu conteúdo se verifica em altos patamares da evolução, quando então o espírito conquista a capacidade de recordar todas as suas existências entrecortadas em uma única linha de continuidade.

    (…)Ao iniciar nova aventura na carne, toda a memória somática se retrai para os níveis inconscientes da memória profunda, que passa a operar como poderosa força, reconstruindo o presente com base nos impulsos do passado. A lembrança do pretérito se apaga momentaneamente do consciente para que o espírito reconstrua no livro da vida novos registros e conquiste mais elevado patamar na evolução, experimentando e reexperimentando suas habilidades, fixando assim o aprendizado em alicerces firmes e permitindo-se o reparo dos desvios de rota. Podemos considerar que sem o resumo do que foi feito no passado, a personalidade jamais se reconstruiria para prosseguir no rumo de novas aquisições. Esta lógica facilmente compreensível da gênese dos dons natos, não pode ser contestada, por mais que teimem os homens em negar-lhe a veracidade.

    Ao desencarnar, contudo, o espírito deve manter na sua consciência a recordação ativa de sua última experiência de vida, para que sua existência se dê na mesma linha de continuidade e sua personalidade se mantenha. Desta forma, a individualidade não se desfaz, mas é a exata continuidade do que foi na matéria com seus mesmos automatismos, habilidades conquistadas e defeitos adquiridos.

    Por tudo isso, ressurgir no plano espiritual não é nascer de novo, como o é de fato quando se retorna à carne. Desta forma, enquanto que para o espírito a carne é a esfera do recomeço, o Plano espiritual é a esfera da continuidade.”
    (Retirado do Livro Ícaro redimido Editora Inede – 2ª edição página 160 a 162)

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  • Categoria(s): Espiritismo



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