Paz e Luz!
30 mar

Se observardes, momento por momento,
como a mente se deixa colher
nesse torvelinho de incessante
luta – se observardes simplesmente o fato,
sem tentar alterá-lo, sem impor à mente
um certo estado que chamais “de paz” –
vereis que, espontaneamente, a mente deixará de lutar;
e nesse estado ela é capaz de aprender infinitamente.
Aprender já não é, então, mero processo de
acumular conhecimentos, porém de descobrimento
de extraordinárias riquezas existentes além do
alcance da mente; e para a mente que faz tal descobrimento,
há grande alegria.
A alegria de viver de Krishnamurti
29 mar

A minha, a sua,
A dele, a dela,
A nossa criança interior
Tem a mesma necessidade: Amor.
Tão logo nasce, sente o medo
Do desconhecido e da separação;
Chora, não pelo tapinha,
Mas pela dor da respiração.
Esse serzinho
Protegido no ventre materno
Recebe tudo de graça
E não necessita do ar.
Repentinamente se vê expulso
A trilhar por estreito caminho
Sem saber que na raça
Vai ter que respirar.
Chora pelo medo,
Pela insegurança e pela dor.
Sem entender o que se passa
Ouve alguém dizer: eis a vida!
Então, num relance compreende
Que essa é a porta de chegada.
Seguirá por conta própria a caminhada
Até a hora da saída.
De cabeça para baixo
Foi acolhida.
De cabeça para cima
Deve seguir na vida.
Dor, sofrimento.
Sofrimento, dor.
Só pode ir em frente
Se confiar no amor.
Nos braços e no seio
Da mãe proteção,
A confiança se restaura
E diminui a apreensão.
Ilusoriamente vivendo
Na indiferenciação,
Onde ela e a mãe
São uma só,
Desperta para a consciência
Da individualização,
Onde o drama e a trama
Começam a dar nó.
Instala-se na frágil criança
Perene estado de alerta.
Surge a necessidade
De procurar ser esperta.
A ordem interna é não sofrer.
Começa, então, a se proteger.
Essa criança precisa sobreviver
E para tanto, tem que vencer.
Desenvolve a arte de manipular,
De mentir, de agradar,
De atacar ou recuar.
De adoecer ou gritar.
Fecha-se numa concha
Ou abre-se para o mundo.
Contenta-se com pouco
Ou vira um saco sem fundo.
O desenrolar natural
Do processo de vida
Cria nessa criança
Uma grande ferida.
E a quem cabe cuidar?
Àquele que, dentro de si,
Descobre a sua criança
Acuada, rejeitada, esquecida,
Medrosa ou destemida,
Pessimista ou otimista
Preguiçosa ou ativa
Briguenta ou pacifista
Desenvolvendo a compreensão
Da realidade humana,
Tirando os véus da ilusão
E não se enfiando na cama,
É capaz de estender os braços
E entre soluços clamar:
- “Vem, minha criança,
O meu colo é o seu lugar!”
(Vera Bassoi)
![]()
29 mar

Quem move as mãos no serviço,
Foge à treva e à tentação.
Trabalho de cada dia
É senda de perfeição.
29 mar

Deus, nosso Pai, que sois todo Poder e Bondade, dai a força àqueles que passam pela provação, dai a luz àquele que procura a verdade, ponde no coração do homem a compaixão e a caridade.
Deus! Dai ao viajor a estrela guia, ao aflito a consolação, ao doente o repouso.
Pai! Dai ao culpado o arrependimento, ao Espírito a verdade, à criança o guia, ao órfão o pai.
Senhor! Que vossa bondade se estenda sobre tudo que criastes.
Piedade, Senhor, para aqueles que vos não conhecem, esperança para aqueles que sofrem.
Que a vossa bondade permita aos Espíritos consoladores espalharem por toda parte a paz, a esperança e a fé.
Um só coração, um só pensamento subirá até vós, como um grito de reconhecimento e de amor.
Como Moisés sobre a montanha, nós vos esperamos com os braços abertos, oh! Bondade, oh! Beleza, oh! Perfeição, e queremos de alguma sorte merecer a vossa misericórdia.
Deus! Daí-nos a força de ajudar o progresso a fim de subirmos até vós; daí-nos a caridade pura, daí-nos a fé e a razão; daí-nos a simplicidade que fará das nossas almas o espelho onde se refletirá a Vossa Imagem.
29 mar

“Não existem doenças, existem apenas doentes” – Hipócrates
Trazemos múltiplos clichês mentais arquivados no inconsciente profundo, resultado de velhas recordações danosas herdadas das mais variadas épocas, seja na atualidade, seja em outras existências no passado distante. Essas fontes emitem, através de mecanismos psíquicos, energias que não nos deixam sair com facilidade do fluxo desses eventos desagradáveis, registrados pelas retinas da alma, mantendo-nos retidos em antigas mágoas e feridas morais entre os fardos da culpa e da vergonha. Por não recordarmos que o perdão a nós mesmos e aos outros é um poderoso instrumento de cura para todos os males, é que impedimos o passado de fluir, não dando ensejo à renovação, e sim a enfermidades e desalentos.
Tentamos viver alienados dos nossos ressentimentos e velhas amarguras, distraindo-nos com jogos e diversões, ou mesmo buscando alívio no trabalho ininterrupto, mas apenas estamos adiando a solução futura da dor, porque essas medidas são temporárias.
É mais fácil dizer que se tem uma úlcera gástrica do que admitir um descontentamento conjugal; é mais fácil também consentir-se portador de uma freqüente cólica intestinal do que aceitar-se como indivíduo colérico e inflexível. Muitas moléstias antes consideradas como orgânicas estão sendo reconhecidas agora como “psicossomáticas”, porque se encontraram fatores psicológicos expressivos em sua origem. As insanidades físicas são quase sempre traduzidas como somatizações das recordações doentias de ódio e vingança, que, mantidas a longo prazo, resultam em doenças crônicas.
Dessa forma, compreenderás que a gravidade e a duração dos teus sintomas de prostração e abatimento orgânico são diretamente proporcionais à persistência em manteres abertas tuas velhas chagas do passado. As predisposições físicas das pessoas às enfermidades nada mais são do que as tendências morais da alma, que podem modificar as qualidades do sangue, dando-lhe maior ou menor atividade, provocar secreções ácidas ou hormonais mais ou menos abundantes, ou mesmo perturbar as multiplicações celulares, comprometendo a saúde como um todo. Portanto, as causas das doenças somos nós sobre nós mesmos, e, para que tenhamos equilíbrio fisiológico, é preciso cuidar de nossas atitudes íntimas, conservando a harmonia na alma.
Indulgência se define como sendo a facilidade que se tem para perdoar. Muitos de nós ficamos constantemente tentando provar que sempre estivemos certos e que tínhamos toda a razão; outros ficam repisando os erros e as faltas alheias. Mas, se quisermos saúde e paz, libertemo-nos desses fardos pesados, que nos impedem de voar mais alto, para as possibilidades do perdão incondicional.
Perdoar não significa esquecer as marcas profundas que nos deixaram, ou mesmo fechar os olhos para a maldade alheia. Perdoar é desenvolver um sentimento profundo de compreensão, por saber que nós e os outros ainda estamos distantes de agir corretamente. Por não estarmos, momentaneamente, em completo contato com a intimidade de nossa criação divina, é que todos nós temos, em várias ocasiões, gestos de irreflexão e ações inadequadas. Das velhas doenças nos libertaremos quando as velhas recordações do “não-perdão” deixarem de comandar o leme de nossas vidas.
Renovando Atitudes” – Pelo Espírito Hammed – Psicografia Francisco do Espírito Santo Neto
27 mar

O mecanismo de projeção funciona como um espelho, cujo reflexo é o outro. Ao vermos os defeitos dos outros e se eles nos incomodam a ponto de tirar a nossa paz, na verdade estamos vendo os nossos próprios defeitos. Este mecanismo de auto-regulação interna passa por estágios que vai fortalecendo o nosso ego, até que estejamos estruturados para lidar com nossas realidades internas, pois sem este recurso jamais seríamos capazes de reconhecer nossos próprios defeitos. E isto vale tanto para os defeitos (sombra negativa), como também para as nossas qualidades (sombra positiva) que estão no nível inconsciente e que desta maneira tomamos consciência desses defeitos e qualidades em nós, criando assim uma empatia e aceitação de nós mesmos e para com os outros.
Mas afinal qual o objetivo de tudo isso? A sombra negativa nos faz termos consciências de nossos defeitos como sendo nossos, e não projetarmos mais nos outros, levando-nos a reconhecer a sua ação na nossa vida e equilibrar a nossa psique. Na sombra positiva, vou citar uma fala de Policastro Meira: “Precisamos descobrir dentro de nós as qualidades e potenciais, despertá-las e colocá-las em ação”. Portanto, eu vejo o bem no outro porque eu também o tenho como patrimônio da minha alma ou como potencial que deve ser desenvolvido.
Esse processo é essencial no encontro de si mesmo. O auto-descobrimento começa com o espelhamento a partir do nosso encontro na convivência com o outro. O outro funciona como uma alavanca para o nosso crescimento. Ou seja, nós só vamos encontrar a nós mesmos a partir dos nossos encontros cotidianos da convivência com os outros. Não desperdice portanto, a oportunidade de aprendizagem na convivência com qualquer pessoa que cruze o seu caminho.
Com a projeção estaremos vendo uma parte nossa na outra pessoa e só vamos conhecer a Deus quando amarmos todas as pessoas, sem necessariamente ser todas as pessoas do planeta e sim aceitar e amar incondicionalmente pelo menos todas as pessoas próximas a nós.
27 mar

Wu wei é um conceito da filosofia taoísta. É chamada de “Ação pela Não-Ação”, ou fazer as coisas sem uma intenção atrás, apenas fazer. Wu wei não significa não fazer nada, mas sim praticar a ação correta no momento certo em perfeita harmonia com o todo, com a natureza, em perfeita harmonia com a pessoa e sua situação. Ele pode ser comparado com um grande rio, com uma corrente que se movimenta, com o natural fluir de suas águas. Acredito que fazendo do Wu wei uma prática diária estaremos em harmonia com a nossa essência que nos deixa em paz e serenidade interna com o fluir da nossa vida em sintonia com o universo. Henfil conseguiu captar a essência desse conceito com muita perspicácia.
A LIÇÃO DO RIO
E o rio corre sozinho.
Vai seguindo seu caminho.
Não necessita ser empurrado.
Pára um pouquinho no remanso.
Apressa-se nas cachoeiras.
Desliza de mansinho nas baixadas.
Precipita-se nas cascatas.
Mas, no meio de tudo isso vai seguindo seu caminho.
Sabe que há um ponto de chegada.
Sabe que seu destino é para frente.
O rio não sabe recuar.
Seu caminho é seguir em frente.
É vitorioso, abraçando outros rios, vai chegando no mar.
O mar é sua realização.
É chegar ao ponto final.
É ter feito a caminhada.
É ter realizado totalmente seu destino.
A vida da gente deve ser levada do jeito do rio.
Deixar que corra como deve correr.
Sem apressar e sem represar.
Sem ter medo da calmaria e sem evitar as cachoeiras.
Correr do jeito do rio, na liberdade do leito da vida, sabendo que há um ponto de chegada.
A vida é como o rio.
Por que apressar?
Por que correr se não há necessidade?
Por que empurrar a vida?
Por que chegar antes de se partir?
Toda natureza não tem pressa.
Vai seguindo seu caminho.
Assim é a árvore, assim são os animais.
Tudo o que é apressado perde o gosto e o sentido.
A fruta forçada a amadurecer antes do tempo perde o gosto.
Tudo tem seu ritmo.
Tudo tem seu tempo.
E então, por que apressar a vida da gente?
Desejo ser um rio.
Livre dos empurrões dos outros e dos meus próprios.
Livre das poluições alheias e das minhas.
Rio original, limpo e livre.
Rio que escolheu seu próprio caminho.
Rio que sabe que tem um ponto de chegada.
Sabe que o tempo não interessa.
Não interessa ter nascido a mil ou a um quilômetro do mar.
Importante é chegar ao mar.
Importante é dizer “cheguei”.
E porque cheguei, estou realizado.
A gente deveria dizer: não apresse o rio, ele anda sozinho.
Assim deve-se dizer a si mesmo e aos outros: não apresse a vida, ela anda sozinha.
Deixe-a seguir seu caminho normal.
Interessa saber que há um ponto de chegada e saber que se vai chegar lá.
É bom viver do jeito do rio!
“Se não houver frutos, valeu a beleza das flores;
Se não houver flores, valeu a sombra das folhas;
Se não houver folhas, valeu a intenção da semente.”
(Henfil)
27 mar

É certo que ninguém é indispensável na vida. Através da história vemos quantos atravessaram, partiram, alguns deixaram grandes marcas, outros apenas simples pisadas, mas toda a humanidade sobreviveu mesmo quando os grandes nomes partiram.
O fato de não sermos indispensáveis, porém, não implica não sermos necessários e importantes. Uma gota de água é sempre uma gota de água a mais, uma pétala, um meio a mais para aumentar a beleza e formosura de uma flor.
Cada um é, na sua simplicidade, sua maneira grande ou pequena de contribuir com a história, um pedacinho de vida útil na construção do mundo. Nosso corpo é, da cabeça aos pés, um todo formado de pequenas partes necessárias umas às outras.
Quantos de nós não evolui no trabalho simplesmente porque pensa que o que faz não tem importância ou é menos importante que seu vizinho, amigo ou chefe?
Ora, a importância de um trabalho, seja ele qual for, está no valor que damos a ele. O mundo precisa de toda contribuição para continuar a caminhar. Além disso, nossa utilidade está não só no trabalho que produzimos, mas naquilo que podemos dar de nós como seres humanos.
Jesus trabalhou como carpinteiro e certamente produziu coisas materiais, mas a herança que deixou na construção humana e espiritual é incomparável a qualquer outra.
Toda profissão é bela, que seja ela diplomada de universidades ou da vida. Toda função é importante para que o mundo possua significado. Toda pessoa é única e o espaço que ela ocupa é só dela. Toda pessoa tem de si a dar, sem se perder um milímetro nessa doação, muito pelo contrário.
Não… não somos em absoluto indispensáveis à vida, mas, definitivamente, somos imprescindíveis na história do mundo se sabemos dar de nós de maneira generosa e ilimitada.
Letícia Thompson

22 mar

– Mas a matéria mental emitida pelo homem inferior tem vida própria como o núcleo de corpúsculos microscópicos de que se originam as enfermidades corporais?
O mentor generoso sorriu singularmente e acentuou:
- Como não? Vocês, presentemente, não desconhecem que o homem terreno vive num aparelho psicofísico. Não podemos considerar somente, no capítulo das moléstias, a situação fisiológica propriamente dita, mas também o quadro psíquico da personalidade encarnada. Ora, se temos a nuvem de bactérias produzidas pelo corpo doente, temos a nuvem de larvas mentais produzidas pela mente enferma, em identidade de circunstâncias. Desse modo, na esfera das criaturas desprevenidas de recursos espirituais, tanto adoecem corpos, como almas. No futuro, por esse mesmo motivo, a medicina da alma absorverá a medicina do corpo. Poderemos, na atualidade da Terra, fornecer tratamento ao organismo de carne. Semelhante tarefa dignifica a missão do consolo, da instrução e do alívio. Mas, no que concerne à cura real, somos forçados a reconhecer que esta pertence exclusivamente ao homem-espírito.
- Deus meu! – exclamou Vicente, espantado – a que perigos está submetido o homem comum!
- Por isso – tornou Aniceto, cuidadoso -, a existência terrestre é uma gloriosa oportunidade para os que se interessam pelo conhecimento e elevação de si mesmos. E, por esta mesma razão, ensinamos a necessidade da fé religiosa entre as criaturas humanas. Desenvolvendo essa campanha, não pretendemos intensificar as paixões nefastas do sectarismo, mas criar um estado positivo de confiança, otimismo e ânimo sadio na mente de cada companheiro encarnado. Até agora, apenas a fé pode proporcionar essa realização. As ciências e as filosofias preparam o campo; entretanto, a fé que vence a morte, é a semente vital. Possuindo-lhe o valor eterno, encontra o homem bastante dinamismo espiritual para combater até à vitória plena em si mesmo.” .
(Os Mensageiros – pelo espírito André Luiz psicografia de Francisco Candido Xavier)



