Em Mateus 7:9-11, Jesus fala aos seus discípulos:

Qual o homem, dentre vós, que dá uma pedra ao filho que lhe pede pão? Ou, se pedir um peixe, dar-lhe-á uma serpente?

– Ora, se, sendo maus como sois, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, não é lógico que, com mais forte razão, vosso Pai que está nos céus dê os bens verdadeiros aos que lhos pedirem?

Eliseu Rigonatti, analisando esse tema do Evangelho diz que o pai que sabe amar verdadeiramente seus filhos, atenderá, o pedido deles, na proporção justa das necessidades de cada um; não lhes dará mais, nem menos. E, sobretudo, evitará dar-lhes coisas que os poderão prejudicar, por mais que as peçam. Muitas vezes, o que os filhos pedem, poderá originar desastres.

Então o pai previdente não as dá. E o que os filhos não pedem, por não saberem pedir, o pai lhes dá por saber que aquilo irá beneficiá-los.

Assim é Deus. Ele só dá a seus filhos, que somos nós todos, aquilo que realmente contribuirá para nossa felicidade futura, isto é, para nossa felicidade espiritual, sem que nos pergunte se gostamos ou se não gostamos, se queremos ou se não queremos.

E recusa formalmente tudo quanto poderá causar danos ao nosso espírito, embora o peçamos.

Dizendo-nos Jesus, que o Pai dará bens aos que os pedirem, não quer ele dizer que o Pai só nos dará o de que gostamos. Os bens que o Pai nos dará são aqueles que contribuírem para nossa espiritualização e para purificação de nossa alma.

Frequentemente o bem consiste numa doença; outras vezes, nas dificuldades de cada dia; e o Pai nos dará a riqueza ou a pobreza, caso um destes estados possa servir ao nosso progresso.

E, assim por diante, o Pai nos dará sempre o que for útil ao aperfeiçoamento espiritual de cada um de nós, embora possa acontecer que a dádiva nos contrarie.

Para Emmanuel, “no campo espiritual da vida é imprescindível recordar que nunca removeremos as montanhas da dificuldade fora de nós, sem superarmos as pedras que nos afligem por dentro”, nós mesmos colocamos pedras ao invés de pão.

O Espírito precisa de experiência para adiantar-se, experiência que, na maioria das vezes, deve ser adquirida à próprias custas. É necessário que exercite suas forças, pois, do contrário, seria como uma criança a quem não permitem que ande sozinha. Portanto, se nós mesmos colocamos uma a uma, as pedras em nosso caminho, cabe a nós e somente a nós, o trabalho de tirá-las.

*REFERÊNCIAS

EADE – Jesus o consolador prometido

Evangelho dos humildes de Eliseu Rigonatti

Mãos marcadas – Emmanuel psicografia de Francisco C. Xavier

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Vilma Cândida

Vilma Cândida é professora aposentada e blogueira. Formação em Pedagogia pela Unesp, com Pós Graduação em Psicopedagogia e Pós Graduação em Terapias Alternativas pela UNIFRAN de Franca. [Saber mais] [Cantinho da luz]