Paz e Luz!
11 jun

Observamos a influência que pais castradores exercem nocivamente sobre seus filhos, impedindo-os de avançar rumo ao crescimento individual agindo com excessos de cuidados, lembramo-nos do mito do deus Cronos que devorava seus filhos no momento do nascimento, porque não queria que os mesmos tomassem o seu lugar de soberano maior, pois se sentia ameaçado pela profecia de que seria vencido por um dos seus filhos.
Em nome de um amor equivocado, muitos pais super protegem seus filhos não querendo que os mesmos sofram. Quando analisamos nossos aprendizados na vida, todos nós observamos que por mais que nossos pais nos orientassem, ainda assim quebramos a cara muitas vezes. Mas esse caminho de desacerto e dor, quando assimilado sem rebeldia nos fortaleceu e vimos que o aprendizado foi muito grande. Muitos de nós optamos pelo caminho da dor, porque nosso espírito só conhece esse caminho. Pietro Ubaldi diz que é mais fácil remover uma montanha do que remover um tipo de personalidade, fruto de quem sabe quantos milênios de vida. Como diz o ditado: “O hábito faz o monge”, ainda não internalizamos o caminho do Amor, pois ainda polarizamos muito o outro lado da moeda que é o da dor, e não damos o devido valor ao caminho do amor. É necessário então trilharmos a escuridão para darmos valor à luz. Por exemplo, só damos valor ao dia, depois de uma noite mal dormida, e só damos valor à noite, depois de extrapolarmos o limite de nosso corpo físico nos afazeres do dia, e não vemos a hora de chegar à noite para termos o descanso merecido.
O caminho do Amor é um aprendizado lento e gradativo para todos os seres humanos e que “apesar de” todo sofrimento que muitas vezes nós, nossos filhos e entes queridos passamos, é um remédio amargo que levará à cura de nosso espírito e que culminará com a ascensão espiritual de todo ser humano passando de átomo a arcanjo. Quanto mais rebeldes formos em atender ao chamado de Deus para sermos servidores Divinos e Crísticos, mais o sofrimento e a dor será um caminho trilhado por escolha própria e não como castigo divino. Por isso, devemos sim, fazer a nossa parte para com nossos filhos, orientando, orando e auxiliando quando necessário, não nos revoltando quanto ao caminho escolhido por eles, mas ao mesmo tempo entregá-los ao Pai Maior dizendo: “Pai, fiz o meu melhor, agora entrego a Ti essa criatura que Vós confiaste a mim.”
Mas para o caminho do amor ser internalizado como patrimônio do espírito, é necessário cair e levantar tantas vezes quanto for necessário, até ficar impresso em nosso períspírito de tal maneira que ao declinarmos rumo ao chão para cair novamente, reagiremos automaticamente e rapidamente entramos em contato com a nossa centelha divina na qual Jesus nos diz claramente na mensagem:”Vós podeis fazer o que eu faço e muito mais” (João, 14:12)
2 comentários para "Pelo amor ou pela dor?"
Olá pessoal!
Bela mensagem.
(;
Beijo
AMEI ESTA REFLEXÃO, MARAVILLHOSO, GOSTARIA QUE POSTASE MAIS A RESPEITO DISSO.MUITOBEM ESCRITO.
BEIJOS
Deixe um comentário