Paz e Luz!
10 abr

Temos várias classificações de sonhos. Gostaria de enfocar quatro tipos de sonhos: os fisiológicos, os comuns, os psicológicos e os espirituais.
Sonhos fisiológicos
Nos sonhos fisiológicos dramatizamos uma necessidade fisiológica do nosso corpo como por exemplo quando sonhamos que estamos num dia de sol muito quente, atravessando o deserto e estamos transpirando muito e com sede. Ao acordarmos percebemos que a temperatura ambiente subiu, que está muito quente e estamos realmente com calor e com sede.
Sonhos comuns
Os sonhos comuns são aqueles que refletem nossas vivências do dia a dia, sendo repercussão de nossas disposições físicas e psicológicas e preocupações morais. É também o reflexo de impressões e imagens arquivadas no cérebro durante a vigília. O espírito flutua na atmosfera sem se afastar muito do corpo; mergulha, por assim dizer, no oceano de pensamentos e imagens que povoam a sua memória, trazendo impressões confusas, tem estranhas visões e inexplicáveis sonhos. É como se o sonhador estivesse preso ao corpo pelas preocupações de trabalho, casa, carreira e idéias fixas do cotidiano. O professor sonha que está na sala de aula, a dona de casa fica ligada aos afazeres domésticos, o internauta no computador. São sonhos sem colorido como um filme em preto e branco.
Sonhos psicológicos
Sonhos que trazem mensagens literal ou simbólica para nossa mente, para nossa personalidade, são os sonhos psicológicos. Um sonho psicológico é muito útil no sentido de trazer à superfície o que é preciso. Eles refletem problemas pessoais internos, como pensamentos íntimos, sentimentos, esperanças, fracassos, medos, amores todos os outros segredos do coração.
O símbolo mais freqüente nos sonhos é a nossa própria imagem nos sonhos, o que chamamos de ego onírico. Seguir o ego onírico nos sonhos é observar atentamente o que a nossa própria imagem está ou não fazendo, refletir sobre nossas ações e reações emocionais no sonho. Para isso, temos que entrar em contato com a nossa sombra, tudo aquilo que reprimimos em nós mesmos, sejam experiências traumáticas ou aspectos que negligenciamos, sem temer expor ao julgamento de terceiros. Podem refletir as fortes impressões por nós vividas tanto nesta vida ou em encarnações pretéritas que chegam a superfície do conhecimento. Impressões que nos marcaram profundamente ou se repetiram muitas vezes passam a se expressar como um eco forte. Os sonhos psicológicos podem ser ou não coloridos. As reflexões sobre o sonho pode mudar a vida da pessoa para melhor, pois, são muito significativos para o nosso auto-conhecimento.
Quando temos um sonho ruim, ou um pesadelo em que somos perseguidos por um monstro por exemplo e ficamos estáticos e com muito medo, esse sonho é um indicativo para nos conhecer melhor, enfrentar e vencer os nossos medos nos perguntando quem ou o quê em nosso momento atual da vida, ou de nossa história passada nos atemoriza a ponto de deixar-nos paralisados.
Sonhos espirituais
Os sonhos espirituais são mais nítidos, com uma riqueza de detalhes e geralmente são coloridos. Refletem de nossa realidade interior, o que somos e o que pensamos. Nos sonhos espirituais há o contato do espírito desdobrado do corpo físico com outros espíritos encarnados ou desencarnados. As pessoas relatam conversas com parentes ou amigos desencarnados, recados ou pedidos, de espíritos que já partiram para a dimensão espiritual.
Nos sonhos espirituais, teremos que considerar a lei de afinidade. Assim, o viciado buscará redutos de drogas, o religioso procurará uma igreja, o interessado no seu crescimento irá ao encontro de seus orientadores.
Uma vez eu tive um sonho que eu classifico como espiritual. Eu estava em um lugar com algumas pessoas e uma delas disse para mim: Veja no livro da Nise da Silveira e leia sobre anima e animus e encontrará a resposta. Quando acordei me lembrei que realmente eu tinha aquele livro que havia lido uns dez anos atrás. Qual não foi minha surpresa ao folhear o livro na parte sobre anima e animus era realmente a resposta que eu estava procurando naquele momento da minha vida. Desde então não parei mais de estudar as obras de Jung. (continua)

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